
O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, ganhou espaço na mídia nesta semana depois que ofereceu R$ 10 mil por informações que ajudem a identificar o responsável pela pichação da Estátua da Liberdade da loja em Natal (RN). Segundo a empresa, câmeras de monitoramento registraram a ação por volta das 3h20 da madrugada da terça-feira (13), que durou menos de um minuto. Na estátua, foi escrita a frase “sem anistia Lula 13”. Apesar do anúncio de recompensa, o suspeito segue foragido.
Mas não é a primeira vez que lojas ou símbolos associados à Havan são alvo de pichações ou outros atos de vandalismo, nem a primeira ocasião em que Hang oferece recompensas e defende o endurecimento das punições.
Em fevereiro deste ano, uma unidade da rede em Chapecó (SC) foi pichada com a frase “Fora ianques da América Latina!”. Antes disso, réplicas da Estátua da Liberdade, símbolo das lojas, foram incendiadas em cidades como São Carlos (SP), Porto Velho (RO) e Petrolina (PE).
Os episódios foram divulgados pelo empresário em suas redes sociais.
Hang contra pichações
Além de denunciar ocorrências envolvendo suas lojas, Luciano Hang participou de mobilizações contra pichações em diferentes municípios.
Em maio deste ano, esteve em um ato em Blumenau (SC), na região da Beira-Ri o, próximo à unidade da Havan Castelinho, participando de uma ação, com autoridades, influenciadores e moradores, para revitalizar um muro pichado.
Na ocasião, Hang defendeu leis mais rígidas contra pichadores e afirmou que a conservação dos espaços públicos e privados depende também da participação dos moradores. “Cidade bonita não combina com vandalismo”, declarou nas redes sociais.
Em agosto, o empresário participou de outra mobilização, desta vez em Caldas Novas (GO). Ao lado do prefeito Kleber Marra (MDB) e de apoiadores, ajudou a repintar de cinza um muro de um prédio inacabado. A iniciativa ocorreu às vésperas da inauguração de uma nova unidade da Havan na cidade.
Durante a ação, Hang defendeu a prisão dos responsáveis pelas pichações. “Pichador, gostaria de vê-los todos presos”, afirmou. Em outro momento, declarou: “Pichador é vagabundo e precisa cadeia nele”. O empresário também disse ter conversado com o prefeito sobre medidas para combater a prática no município.
Recompensa de R$ 17 mil em Brusque
Em novembro de 2025, Hang anunciou uma recompensa de R$ 17 mil por informações que levassem à identificação de um homem suspeito de realizar uma série de pichações em Brusque (SC), onde fica a sede da Havan. O empresário apareceu em um vídeo ao lado do prefeito e do vice-prefeito do município para divulgar a iniciativa.
Segundo as informações divulgadas na época, o suspeito havia acumulado R$ 60 mil em multas municipais por 12 pichações. A legislação local previa multa de R$ 5 mil por ocorrência, além da destinação de 20% do valor ao denunciante.
Hang depois acrescentou R$ 5 mil à recompensa.
O vídeo publicado pelo empresário Luciano Hang alcançou quase 8 milhões de visualizações. No dia seguinte à divulgação, o homem foi preso, mas solto posteriormente durante audiência de custódia.
O iG tentou contato, por meio da assessoria de imprensa, para a Havan se posicionar sobre os casos. O espaço segue aberto.