Equipes de resgate em Recife após fortes chuvas atingirem o local
Reprodução / Twitter - 29.05.2022
Equipes de resgate em Recife após fortes chuvas atingirem o local

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou neste domingo o alerta de 'grande perigo' para chuvas fortes em Recife e em três regiões de Pernambuco entre este domingo e a manhã de segunda-feira. Até agora, vários locais da capital já tiveram quase 500mm de volume de chuva em 28 dias, um valor 57% maior do que a média histórica, de 317mm, segundo o Climatempo.

Neste sábado, pelo menos 30 pessoas morreram após tempestades atingirem o estado, especialmente na Região Metropolitana de Recife. Desde quarta-feira, o número de vítimas é de 35.

De acordo com o Inmet, há novamente grande risco de grandes alagamentos e transbordamentos de rios, grandes deslizamentos de encostas, em cidades com tais áreas de risco com chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia.

Além da Região Metropolitana de Recife, também estão em risco o Agreste Pernambucano, a Zona da Mata Pernambucana, o Agreste Paraibano, a Borborema, a Zona da Mata Paraibana, o Leste Alagoano e o Agreste Alagoano.

Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), entre o dia 1 e o dia 28 de maio, até por volta das 17 horas foram acumulados os seguintes volumes:

  • Córrego Jenipapo: 487,8 mm
  • Ibura: 430,2 mm
  • Alto Mandu: 519,6 mm
  • Dois Irmãos: 486,6 mm
  • Recife/APAC: 414,7 mm
  • Porto: 419,8 mm
  • Morro da Conceição: 428,4 mm
  • Jaboatão dos Guararapes/Alto Vento: 476 mm
  • Jaboatão dos Guararapes/Curado 4: 472,6 mm

Estes volumes de chuva, de acordo com o Climatempo, são muito elevados e estão concentrados a partir do dia 23.

O mês de maio é historicamente muito chuvoso por conta dos Distúrbios ondulatórios de leste (DOL), áreas de instabilidade que se desenvolvem sobre o oceano e avançam para o leste do Nordeste espalhando nuvens carregadas sobre a região, que provocam chuva forte.

Este ano, no entanto, a temperatura superficial da água do mar no Atlântico na costa do Nordeste está ajudando a formar estas áreas de instabilidade. "A água do mar em toda a costa nordestina está até 1°C mais quente do que o normal nos últimos 30 dias", diz o Climatempo

Com isso, a temperatura do mar acima do normal aumenta a evaporação e mais ar úmido é injetado na atmosfera para alimentar as nuvens e formar mais gotas de chuva.

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