Jair Bolsonaro e Michel Temer
Alan Santos/PR
Jair Bolsonaro e Michel Temer


Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer criticaram os recentes ataques de Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral do país . Durante evento no Insper, em São Paulo, nesta sexta-feira (6), FH disse que Bolsonaro está "se isolando" cada vez mais, enquanto Temer afirmou que os ataques feitos pelo atual chefe do Executivo são inconstitucionais.

"As instituições que ele (Bolsonaro) criticou merecem o nossso respeito. Eu não vejo que haja um ambiente na sociedade brasileira que favoreça essa posição dele, acho que ele está se isolando", afirmou FHC, ao ser questionado pelo GLOBO sobre as declarações de Bolsonaro.

Temer apontou que esses ataques do presidente ferem a Constituição:

"As autoridades constituídas são secundárias (em relação às instituições). Não pode haver ataque dessa natureza porque há (nele) uma irregularidade legal, inconstitucional", disse o emedebista.

Os dois presidentes afirmaram, ainda, que não acreditam que haja risco de que qualquer ruptura do regime democrático aconteça no país. Ambos participaram de um evento organizado pelo Insper, pela ONG Comunitas e pelo movimento RenovaBR para debater o semipresidencialismo.

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Apesar de ser incluído no inquérito das fake news e ser alvo de um discurso do presidente do Supremo, Luiz Fux, Bolsonaro manteve, nesta sexta-feira, ataques à Corte. Bolsonaro disse que "parte" do tribunal quer a "volta da corrupção e da impunidade ". Bolsonaro também voltou a chamar Fux de "desinformado" e repetiu ataques ao sistema eleitoral brasileiro, referindo-se a integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como "pessoas sem compromisso com a liberdade".

"O que parte do nosso querido Supremo Tribunal Federal quer? É a volta da corrupção e da impunidade. Não estou atacando o Supremo Tribunal Federal", disse Bolsonaro, durante almoço com empresários em Joinville (SC).


Além de fazer uma defesa do Supremo e do sistema eleitoral, Fux anunciou na quinta-feira o cancelamento de uma reunião entre os três Poderes , que estava prevista.

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