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Paralisações afetam principalmente transportes coletivos; em Salvador, ônibus não circularam; no Recife, apenas 20% da frota estava na rua; no Rio, carro atropelou manifestantes

Terminal de ônibus na Estação Pinheiros, em São Paulo
Sara Baptista/iG São Paulo - 14.6.19
Operação no terminal de ônibus na Estação Pinheiros, em São Paulo, nesta manhã

A greve geral convocada pelas centrais sindicais para esta sexta-feira (14) contra a reforma da Previdência impactou cidades em todo o Brasil . Já por volta das 7h20, ao menos 12 estados e o Distrito Federal já sentiam os efeitos da paralisação. Há protestos agendados para o fim da tarde desta sexta.

Em Salvador, na Bahia, praticamente nenhum ônibus circulava na cidade nesta manhã, deixando os cerca de 1,3 milhão de usuários com poucas opções de deslocamento. Em Curitiba e Londrina, no Paraná, a maior parte dos ônibus também não saíram das garagens pela manhã. Em Minas Gerais, o metrô de Belo Horizonte e da região metropolitana amanheceu fechado neste dia de greve geral .

O transporte coletivo também foi afetado no Recife, em Pernambuco, onde mais de 80% dos metroviários aderiram à paralisação e linhas tiveram operação interrompida a partir das 10h. Os trens da cidade só devem voltar a funcionar normalmente às 16h. Em São Luis, no Maranhão, os ônibus também paralisaram pela manhã, mas o movimento foi retornando aos poucos ao longo do dia.

Em Fortaleza, no Ceará, pelo menos 20 coletivos tiveram pneus furados por manifestantes. Paralisação também afetou o funcionamento dos ônibus e do BRT em Brasília. Trânsito intenso foi registrado na capital federal antes das 6h e a Rodoviária do Plano Piloto, principal terminal da capital, tinha plataformas vazias.

No Rio de Janeiro, ônibus, metrô, trens e o sistema de barcas operavam normalmente nesta manhã. No entanto, manifestações fecharam vias e causaram congestionamentos . Um carro em alta velocidade  atropelou manifestantes, feriando ao menos três pessoas  no centro de Niterói, na região metropolitana do Rio, durante um protesto contra a reforma da Previdência e os cortes na educação pública. Uma mulher ficou ferida.

Agências bancárias foram fechadas em Macapá, no Amapá. Já em Porto Alegre, 17 postos de saúde não estavam funcionando em função da adesão dos funcionários à paralisação . Em Aracaju, Sergipe, os manifestantes protestaram em frente à sede da viação de ônibus da cidade e bloquearam a Avenida Marechal Rondon, uma das principais da cidade.

Em São Paulo, as principais linhas do Metrô tiveram  operação parcial pela manhã, assim como algumas linhas de ônibus. A paralisação  causou um congestionamento acima da média e um esvaziamento em grande parte do transporte coletivo paulistano. Manifestantes se concentram na Avenida Paulista desde as 15h desta sexta-feira.

O presidente da CUT, Vagner Freitas,  fez um balanço positivo da greve geral em discurso na capital paulista. “É uma greve maior que a de 2017”, ele afirmou. Para outros, o início do movimento aponta que a paralisação deve ficar  aquém do esperado

A greve geral não se limitou às grandes capitais. Paralisações e manifestações também foram registradas em Sobral, no Ceará, em Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, Acrelândia, no Acre, Inconfidentes, Minas Gerais, Caruaru, em Pernambuco e Marabá, no Pará, entre outras.

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