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Manifestantes protestam contra reforma da Previdência e os cortes na educação; SPTrans afirmou que quase 100% da frota de ônibus está nas ruas

são paulo
Sara Baptista/ iG São Paulo
Transporte público opera parcialmente durante a greve geral nesta sexta-feira em São Paulo

O Metrô e os ônibus intermunicipais funcionam parcialmente na região metropolitana de São Paulo na manhã desta sexta-feira, dia de mobilização nacional contra a reforma da Previdência e os cortes na Educação. Avenidas importantes foram bloqueadas por manifestantes que colocaram fogo em pneus.

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Segundo a prefeitura e governo do estado de São Paulo , os ônibus municipais e os trens estão operando normalmente. Escolas públicas e bancos devem permanecer fechados nesta sexta-feira, segundo os sindicatos das categorias.

Apesar da paralisação, a prefeitura paulistana não suspendeu o rodízio municipal de veículos, então, estão proibidos de circular pelo centro expandido carros cujas placas terminam  em 9 e 0 até as 10h.

Pessoas que chegaram na manhã desta sexta-feira à estação Corinthians-Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, deram de cara com as escadas bloqueadas. Em razão da greve geral, funcionários do metrô fecharam o acesso às plataformas.

"Olha, meu chefe é compreensível, ele vai entender (se eu não conseguir chegar)", afirma Roberval Xavier Barbosa, mecânico de 44 anos, que não sabia como chegar ao trabalho, que fica em Osasco, na Grande São Paulo.

A alternativa aos moradores do entorno seria pegar um ônibus até a estação Dom Bosco e, de lá, tentar chegar ao centro da cidade. A superlotação dos ônibus, no entanto, fez muitos desistirem da ideia.

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"O ser humano não é obrigado a se espremer desse jeito num ônibus, mesmo porque a gente já passa por isso todo santo dia. Hoje está pior. E para as mulheres é mais desagradável ainda porque tem homem que se aproveita - diz a recepcionista Aline Félix, de 33 anos, que trabalha na Vila Olímpia, zona sul da cidade. "Não sou contra a greve, porque o povo tem que lutar mesmo pelos seus direitos. Mas é normal que isso tenha seus impactos no cotidiano das pessoas".

Somente às 7h o acesso aos trens, que operam normalmente nesta sexta de acordo com a CPTM, na estação Itaquera foi liberado.

Mas a situação varia para cada linha do transporte ferroviário paulistano. Segundo o Metrô, às 6h55, funcionam parcialmente as linhas 3-Vermelha (entre as estações Marechal Deodoro e Bresser-Mooca), 1-Azul (entre Ana Rosa e Luz) e 2-Verde (entre Clínicas e Chácara Klabin). A Linha 15-Prata se encontra totalmente paralisada. E as linhas 4-Amarela e 5-Lilás, de gestão privada, operam normalmente.

No centro da capital paulista, manifestantes bloquearam a Avenida 23 de Maio, que liga a zona Norte à zona Sul, com pneus queimados. Na zona Oeste, estudantes bloquearam a Rua Cardoso de Almeida, próximo ao cruzamento com a Rua Caiubi. Carregando faixas com os dizeres "Greve geral não é palanque eleitoral", eles gritavam palavras de ordem.

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Na Grande São Paulo , ônibus intermunicipais de Guarulhos não deixaram os terminais. Nas cidades do ABC Paulista, no entanto, o movimento foi normal. 

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