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Preso desde o dia 16 de dezembro, médium prestou explicações sobre porte ilegal de armas; polícia aguarda perícia em notebook e em pedras preciosas

Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus já foi denunciado por abuso sexual
Reprodução
Preso desde o dia 16 de dezembro, João de Deus já foi denunciado por abuso sexual

O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, foi interrogado pela segunda vez nesta quarta-feira (9), na agência prisional de Aparecida de Goiânia. O líder espiritual está preso no núcleo de custódia da cidade desde o dia 16 do mês passado  em razão do surgimento de centenas de acusações por abusos sexuais a mulheres e adolescentes durante atendimentos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.

João de Deus  prestou esclarecimentos a respeito da posse ilegal de  armas de fogo encontradas em um de seus imóveis durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a expectativa é de que esse segundo inquérito seja finalizado ainda hoje e encaminhado à Justiça. 

Além da apreensão de seis revólveres e pistolas, além de munição, os policiais também localizaram cerca de  R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo, e também pedras preciosas em endereços do médium. De acordo com a polícia, a perícia nos objetos apreendidos, incluindo em um notebook, ainda não foi concluída.

"O resultado dos laudos será determinante para os próximos passos nas investigações . As diligências continuam sendo mantidas em sigilo para não atrapalhar o andamento do trabalho policial", informou a corporação, em nota.

Em seu primeiro depoimento após ser preso, no fim de dezembro, João de Deus explicou a alta quantia de dinheiro que ele mantinha dizendo ser um "empresário" e  possuir renda mensal de R$ 60 mil em razão das fazendas que administra no estado de Goiás. 

O advogado que representa o médium, Alberto Toron, citou também doações recebidas por conta de sua atuação na Casa Dom Inácio de Loyola e negou que o dinheiro tenha origem ilícita.

O novo depoimento do médium de 76 anos de idade se dá no mesmo dia em que a Justiça acatou a primeira denúncia apresentada pela força-tarefa do Ministério Público de Goiás (MP-GO) no fim do mês passado. João de Deus responderá por crimes de  violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável.

denúncia se baseou em quatro casos supostamente ocorridos entre abril e outubro de 2018, e considerou depoimentos apresentados por 19 mulheres que se apresentaram como vítumas. A força-tarefa armada pela promotoria goiana já identificou ao menos 260 mulheres que dizem terem sido abusadas sexualmente por João de Deus quando tinham entre 9 e 67 anos de idade. A defesa do líder espiritual nega as acusações.

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Veja o que foi apreendido na casa de João de Deus:



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