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Preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, médium é acusado de praticar abusos sexuais durante procedimentos espirituais; sua defesa nega

João de Deus foi denunciado pela primeira vez pelo MP-GO
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 12.12.18
João de Deus foi denunciado pela primeira vez pelo MP-GO


O Ministério Público de Goiás protocolou, nesta sexta-feira (28), a primeira denúncia contra o médium João de Deus, acusado de praticar abusos sexuais durante procedimentos espirituais na Casa Ignácio de Loyola, em Abadiãnia, no interior de Goiás.  O líder espiritual já está preso preventivamente Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia.

O médium foi denunciado por violação sexual e estupro de vulnerável. A deúncia se baseia no depoimento de 12 diferentes mulheres que, segundo o MP, fizeram os relatos á Justiça em tempo habil para que uma denúncia fosse formulada contra João de Deus .

O documento já foi encaminhado para o Fórum de Abadiânia depois que um funcionário do local foi até o MInistério Público recebê-lo. Como o médium já está sob o poder da Justiça desde o dia 16 de dezembro, preso em Aparecida de Goiânia, o MP entende que não é necessária qualquer ação imediata contra o réu.

Ao  todo, 7 9 mulheres já foram ouvidas pelo Ministério Público e já são mais de 600 notificações sobre abusos sexuais por parte do líder espiritual.  Na quinta-feira (27), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 50 milhões da conta bancária do acusado . O valor será usado para reparar as vítimas em caso de condenação pelos crimes.

Também nessa quinta-feira, o juiz Wilson Safatle Faiad, responsável pelo plantão no Tribunal de Justiça de Goiás, decidiu pela  substituição de uma das prisões preventivas contra o médium por  prisão domiciliar, no caso de posse ilegal de armas. O pedido foi feito pela defesa um dia após a decisão, quando o líder espiritual já estava preso.

O juiz estabeleceu uma série de condições para a concessão da prisão domiciliar, como pagamento de fiança de R$ 1 milhão, monitoração eletrônica, recolhimento do passaporte e desde que não esteja preso por outro motivo. Apesar da decisão, João continua preso por causa das acusações de crimes sexuais. Ele nega as acusações.

João Teixeira de Faria, o  João de Deus  , é suspeito de ter praticado crimes de estupro, estupro de vulnerável (quando cometido contra menor de 14 anos ou quem esteja em situação de vulnerabilidade) e violação sexual mediante fraude. A Força-Tarefa também pretende investigar uma  denúncia de lavagem de dinheiro contra o líder espiritual .