Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador
Reprodução/Instagram
Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador

O secretário municipal de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, que teve prisão decretada neste domingo (25) pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), está em Paris. As informações são da CNN.

Souza viajou para a França  com a vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, para participar de uma agenda oficial que inclui reuniões sobre mobilidade urbana na região de Île-de-France. 

O secretário informou, em conversa com a CNN, que ainda não recebeu a notificação, mas que vai se apresentar nesta segunda-feira (26) à Justiça.

A  ordem de prisão foi dada pelo presidente do TRE-BA, Maurício Kertzman Szporer, após uma vistoria confirmar que cerca de 75 ônibus do transporte público da capital baiana foram impedidos de sair das garagens no dia do segundo turno das eleições de 2026.

Além da ordem de prisão, o TRE-BA decidiu que todos os ônibus fossem liberados das garagens, independentemente de terem adesivos políticos. Os veículos deveriam funcionar com a mesma frequência de um dia útil, com tarifa zero para os eleitores.

A decisão foi tomada após o Partido dos Trabalhadores (PT) pedir a prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), e do secretário de mobilidade. 

O TRE-BA informou que o descumprimento da decisão pela Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e pelas empresas responsáveis pelo transporte público poderia resultar em multa de R$ 1 milhão por hora.

A prioridade segue sendo a circulação de veículos e o deslocamento da população. A operação já está sendo normalizada através do diálogo entre as equipes da Secretaria e representantes sindicais. TRE-BA.



Prefeitura atribui paralisação a adesivos políticos

Segundo o prefeito Bruno Reis, os ônibus ficaram parados na garagem, impedidos de circular após a identificação de adesivos relacionados ao PT.

A Secretaria Municipal de Mobilidade afirmou que a colocação dos adesivos estaria ligada a sindicalistas que apoiam o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bruno Reis classificou a ação como crime eleitoral.

Por volta das 13h35 deste domingo, Pablo Souza havia publicado uma mensagem nas redes sociais afirmando que “a ação do adesivaço trouxe grandes repercussões operacionais, mas o serviço já se encontra normalizado”.

O iG entrou em contato com a prefeitura da capital bahiana para confirmar a agenda do secretário, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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