
Você sabia que os ratos enxergam mal e dependem do olfato para mapear rotas de comida, água e abrigo? Algumas plantas aromáticas exploram a característica do roedor e são recomendadas por especialistas em jardinagem para o controle de pragas em jardins, quintais e varandas.

Neste sentido, a hortelã figura como uma das principais ervas. A variedade da hortelã-pimenta, por exemplo, concentra mais mentol que a hortelã comum, composto que satura os receptores olfativos dos roedores.
Dessa forma, a orientação de ratos e outras pragas no ambiente é prejudicada. O cultivo da planta necessita de um vaso, pois a hortelã é invasiva e domina o canteiro quando vai direto para o solo.

Outra variedade sempre lembrada é a arruda, que possui forte odor amargo e penetrante. O cultivo da espécie exige cautela em casas com animais domésticos, já que a planta é tóxica para cães e gatos, provocando vômito, diarreia e salivação excessiva em caso de ingestão.
Mesmo com a efetividade da planta, é recomendado o uso de vasos altos e o descarte contínuo dos restos de poda.

O tomilho, o manjericão, a calêndula, o crisântemo e a erva-de-gato também estão entre as principais recomendações. Perto de portas e janelas, o manjericão rende bons resultados. A erva-de-gato incomoda os roedores e também atrai felinos, predadores naturais dos ratos.

A calêndula e o crisântemo, por sua vez, somam a função ornamental ao efeito aromático, já que possuem óleos essenciais que atuam como repelente natural de pragas.
Outra sugestão dos especialistas é o uso de um algodão embebido com óleo de hortelã em frestas, rodapés e pontos de entrada.

Apesar dos efeitos positivos de ervas aromáticas no controle de pragas, especialistas alertam que nenhuma planta serve para resolver inteiramente uma infestação em curso.
Quando há sinais de proliferação de pragas, a orientação é procurar uma empresa especializada.