Supervulcão em erupção na Caldeira de Kikai, no Japão
Representação gerada por Inteligência Artificial - iG
Supervulcão em erupção na Caldeira de Kikai, no Japão

A Caldeira de Kikai, supervulcão submerso ao sul da ilha de Kyushu, no  Japão, voltou a receber magma. Um estudo da revista Communications Earth & Environment encontrou um reservatório parcialmente derretido de 220 km cúbicos, localizado entre 2,5 e 6 quilômetros abaixo do oceano.  Quase toda a estrutura, portanto, está debaixo d'água. 

Vista aérea da Caldeira de Kikai, no Japão
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Vista aérea da Caldeira de Kikai, no Japão


No total são 19 quilômetros de largura, formados quando o terreno desabou após a erupção Kikai-Akahoya, há 7.300 anos.  Este evento sísmico foi um dos maiores da história, quando os fluxos piroclásticos  varreram 100 quilômetros de oceano  e as cinzas chegaram a Hokkaido, cidade 1.700 quilômetros ao norte.

Instalação dos sismômetros de fundo oceânico
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Instalação dos sismômetros de fundo oceânico


Trinta e nove sismômetros distribuídos numa linha de 175 quilômetros no fundo do mar revelaram o que existe lá embaixo. Ademais, canhões de ar dispararam pulsos e as  ondas atravessaram certa região até 22% mais devagar. Dessa forma, a temperatura alta no local e a rocha derretida explicam a diferença de velocidade sísmica.

Reservatório de magma do supervulcão na Caldeira de Kikai
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Reservatório de magma do supervulcão na Caldeira de Kikai


A partir da química das rochas formadas depois da grande erupção, os cientistas puderam concluir que o  magma foi formado recentemente.

As amostras não correspondem ao material expelido há 7.300 anos, indicando um reabastecimento vindo de camadas mais profundas. Nos últimos 3.900 anos, a recarga ergueu uma cúpula de lava de mais de 32 km cúbicos no centro da caldeira.

Mapa de anomalia de velocidade sísmica
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Mapa de anomalia de velocidade sísmica


Apesar da tensão, não há previsões de erupção. Os dados sísmicos mostram o magma acumulado, mas não dizem quando nem se ele alimentará outro evento.

vulcão Iodake, localizado na borda da caldeira, teve uma erupção pequena em 17 de maio de 2026, com coluna de cinzas de 400 metros. 


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