
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou um novo boletim com informações sobre o acompanhamento do El Niño e explicou como é realizado o monitoramento do fenômeno no Brasil. O trabalho reúne dados de sete instituições federais e serve de base para previsões, emissão de alertas e planejamento de ações de prevenção diante dos possíveis impactos causados pelas mudanças no clima.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa mudança altera a circulação da atmosfera e influencia o regime de chuvas e temperaturas em diversas partes do mundo, inclusive no Brasil, podendo provocar períodos de seca em algumas regiões e aumento das chuvas em outras.
O boletim mais recente aponta que o fenômeno deve permanecer ativo e se intensificar ao longo do segundo semestre de 2026, com alta probabilidade de atingir intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão.
Segundo o Boletim nº 2, divulgado na última sexta-feira (31), o acompanhamento é realizado de forma integrada pelo Inmet, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Serviço Geológico do Brasil (SGB), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Como funciona o monitoramento
O boletim reúne informações meteorológicas, hidrológicas, geológicas e oceânicas para acompanhar a evolução do El Niño e avaliar os possíveis reflexos do fenômeno nas diferentes regiões brasileiras.
A análise considera tanto as condições observadas quanto projeções climáticas para os meses seguintes, permitindo identificar tendências de intensificação ou enfraquecimento do fenômeno e estimar a probabilidade de eventos hidrometeorológicos extremos.
Segundo o Inmet, as informações produzidas pelas instituições servem para subsidiar ações de prevenção, preparação e gestão de riscos por parte dos órgãos públicos, além de orientar a emissão de previsões, avisos e alertas.
Atualizações são periódicas
O monitoramento do El Niño é contínuo, e os órgãos participantes continuarão divulgando boletins periódicos para atualizar as previsões e os cenários climáticos.
As instituições acompanham permanentemente a evolução das condições atmosféricas e oceânicas para verificar como elas podem influenciar a intensidade do fenômeno e seus impactos sobre o território brasileiro.
No boletim divulgado na última semana, a projeção indica elevada probabilidade de o El Niño alcançar intensidade muito forte entre a primavera e o início do verão, cenário que pode aumentar a ocorrência de impactos hidrometeorológicos em diferentes regiões do país.
Como as informações são utilizadas
Além de orientar a atuação da Defesa Civil e de outros órgãos responsáveis pela gestão de riscos, o monitoramento auxilia estados e municípios no planejamento de ações preventivas diante de possíveis eventos extremos.
O Inmet recomenda que a população acompanhe as previsões meteorológicas, os avisos e alertas emitidos pelos órgãos oficiais, mantenha atualizado o cadastro para recebimento de mensagens da Defesa Civil, conheça as áreas de risco e as rotas de fuga de sua região e adote medidas de autoproteção sempre que houver previsão ou ocorrência de eventos adversos.