O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo
Divulgação/PSDB
O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo

Após uma reunião realizada entre os líderes da Executiva Nacional , o PSDB anunciou a oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em um comunicado, a sigla informou também que que dará "início a discussão sobre a prática de crimes de responsabilidade pelo presidente da República". 

Ontem, diante das ameaças feitas por Bolsonaro na Avenida Paulista e em Brasília contra o Supremo Tribunal Federal (STF) , citando nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, o presidente da sigla, Bruno Araújo, já havia dito que iria discutir o apoio à eventual abertura do processo de impeachment do chefe do Executivo. A conversa, no entanto, ficará restrita, pelo menos por enquanto, às discussões internas.

"O PSDB repudia as atitudes antidemocráticas e irresponsáveis adotadas pelo presidente da República em manifestações pelo Dia da Independência. Ao mesmo tempo, conclama as forças de centro para que se unam numa postura de oposição a este projeto autoritário de poder e para evitar a volta do modelo político econômico petista também responsável pela profunda crise que enfrentamos.", diz a nota, publicada nas redes sociais.

Nomes de peso do partido, como o governador de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leita, devem apoiar um eventual impedimento. Porém, reservadamente, dirigentes da legenda admitem o pedido que pode sofrer resistência dentro do Congresso, já que parte dos 33 deputados temem sofrer represália na liberação de emendas.

Doria, aliás, cobrou atitudes do presidente da Câmara dos Deputados, Arthir Lira (PP-AL) , durante uma entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira.

"Lendo aqui a matéria do UOL, sobre Arthur Lira: 'Em recado à Bolsonaro, Lira diz ser hora de dar basta a escalada de bravatas'. Se esta de fato é a posição do presidente da Câmara, ele que faça o encaminhamento a um dos pedidos de impeachment. Existem mais de 130 que estão engavetados no gabinete do presidente da Câmara", disse.

"Se ele de fato entende, como consta aqui no UOL, 'Lira diz ser hora de dar basta a escalada de bravatas', que proceda dentro da democracia e dentro dos procedimentos do Congresso Nacional a apresentação do processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Não é apenas na palavra, é na atitude que se faz democracia", completou.

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