Discurso de Bolsonaro em atos de 7 de setembro incomodou autoridades
Isac Nóbrega/PR
Discurso de Bolsonaro em atos de 7 de setembro incomodou autoridades

O governador de São Paulo, João Doria, cobrou atitudes do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) , após as ameaças do presidente  Jair Bolsonaro aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema eleitoral.

Durante a tradicional coletiva de imprensa concedida para atualizar o cenário da pandemia no estado, Doria pediu licença aos jornalistas que faziam perguntas para comentar uma notícia que havia recebido em seu celular.

"Lendo aqui a matéria do UOL, sobre Arthur Lira: 'Em recado à Bolsonaro, Lira diz ser hora de dar basta a escalada de bravatas'. Se esta de fato é a posição do presidente da Câmara, ele que faça o encaminhamento a um dos pedidos de impeachment. Existem mais de 130 que estão engavetados no gabinete do presidente da Câmara", disse.

"Se ele de fato entende, como consta aqui no UOL, 'Lira diz ser hora de dar basta a escalada de bravatas', que proceda dentro da democracia e dentro dos procedimentos do Congresso Nacional a apresentação do processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Não é apenas na palavra, é na atitude que se faz democracia", completou.

Assim como Alexandre de Moraes, o governador foi um dos principais alvos dos militantes bolsonaristas que foram à Avenida Paulista na tarde de ontem (7), feriado da Independência.

A declaração de Arthur Lira foi dada no primeiro pronunciamento após as manifestações. Ele, no entanto, não citou nominalmente Bolsonaro, tampouco falou sobre um eventual processo de impedimento.

“É hora de dar um basta a essa escalada em um infinito looping negativo. Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual, e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade", disse Lira. 

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