Síria assina acordo que permite entrada de missão da Liga Árabe

Governo diz que observadores terão livre circulação, mas não poderão visitar instalações militares 'sensíveis'

iG São Paulo |

O governo da Síria assinou nesta segunda-feira um documento no qual permite a entrada de observadores da Liga Árabe no país, informou o Ministério das Relações Exteriores. O acordo proposto pelo grupo tenta pôr fim aos nove meses de crise política e violência no país.

AP
Partidários de Assad fazem manifestação em Damasco, capital da Síria

“A assinatura é o começo de uma cooperação entre nós e a Liga Árabe”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Walid al-Moallem. Segundo ele, os observadores terão um mandato de um mês que poderá ser entendido por mais 30 dias se ambas as partes concordarem.

O ministro prometeu que os observadores estarão “livres” para se movimentar e “sob a proteção do governo sírio”, mas afirmou que eles não terão entrada permitida em “instalações militares sensíveis”.

O acordo também prevê a retirada das forças de segurança das cidades onde há manifestações antigovernamentais, libertação de presos políticos e início de conversações com dissidentes.

No sábado, a Liga Árabe tinha dado à Síria até quarta-feira para permitir a entrada de observadores no país.

Do contrário, a organização recorreria ao Conselho de Segurança da ONU para pedir uma ação para pôr fim à sangrenta repressão contra oponentes do regime.

Após a assinatura do acordo, o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse que não há plano imediato para levantar as sanções impostas à Síria quando inicialmente se recusou a permitir a entrada dos monitores. Elaraby declarou que os observadores agora vão determinar se o governo sírio está ou não cumprindo o compromisso firmado.

"O protocolo é um mecanismo para entrar na Síria e garantir livre movimentação para assegurar a implementação da iniciativa árabe. O que conta é a boa fé na sua implementação", afirmou.

Segundo estimativas da ONU, a repressão aos protestos contra o governo deixaram mais de 5 mil mortos. Nesta segunda-feira, forças de segurança atiraram em manifestações na cidade de Daara e no centro da capital, Damasco. Os choques deixaram três mortos e um ferido, de acordo com ativistas. Outro grupo disse que o número de vítimas chega a 14 em todo o país.

Com EFE, AP e Reuters

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