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Se EUA lançarem ataque, ação será limitada, sem tropas terrestres e sem objetivo de derrubar Assad, diz presidente

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta sexta-feira que o suposto ataque químico lançado no dia 21 na Síria é uma "ameaça ao mundo" e "aos interesses americanos". O governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, rejeita a acusação e culpa os rebeldes que tentam depô-lo pelo suposto ataque.

EUA: Ataque químico da Síria deixou 1.429 mortos, incluindo 426 crianças

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Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pausa durante pronunciamento sobre Síria na Casa Branca
AP
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Reiterando que ainda não tomou uma decisão final sobre um ataque militar de retaliação, o líder americano disse que, se os EUA lançarem qualquer ofensiva, será limitada e sem tropas terrestres . O objetivo, segundo Obama, não é forçar uma mudança de regime na Síria, mas punir Assad por violar normas internacionais relacionadas ao uso de armamento não convencional.

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Em pronunciamento feito após o secretário de Estado americano, John Kerry, dizer que o  ataque deixou 1.429 mortos (incluindo 426 crianças) , Obama reconheceu que o mundo está cansado de guerra. Mas, disse, os EUA têm uma obrigação "como um líder mundial" de fazer os países prestarem contas se violarem normas internacionais.

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Na quinta-feira, o Parlamento britânico rejeitou que o governo de David Cameron se unisse a qualquer ofensiva militar com os EUA . Nesta sexta, porém, a França afirmou que apoia os EUA na ideia de punir o governo Assad.

Após rejeição britânica: França apoia EUA sobre ação militar na Síria

Sírios tentam identificar corpos depois de suposto ataque químico em Arbeen, subúrbio da Síria (21/8)
AP
Sírios tentam identificar corpos depois de suposto ataque químico em Arbeen, subúrbio da Síria (21/8)

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Apesar de afirmar que tem uma forte preferência por uma ação multilateral, Obama ressaltou que atualmente há uma "incapacidade do Conselho de Segurança da ONU de avançar", referindo-se aos vetos da Rússia e da China a qualquer tentativa de punição ao regime sírio . "Não queremos que o mundo fique paralisado", disse.

Os EUA divulgaram nesta sexta-feira um relatório de inteligência para apoiar sua acusação de que o regime sírio foi responsável pelo ataque. Citando o relatório, o secretário de Estado afirmou que as forças de Assad se prepararam durante dias para realizar a ação, com oficiais do regime tendo estado em campo com três dias de antecedência.

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Também de acordo com Kerry, os EUA sabem que os foguetes com armamento químico foram lançados de áreas controladas pelo regime, com uma autoridade graduada de Damasco tendo confirmado o uso de armamento não convencional e expressado temor de que isso fosse descoberto.

Inspetores de armas químicas da ONU estão na Síria investigando o incidente e devem sair do país no sábado, quando está previsto que transmitam ao secretário-geral da instituição, Ban ki-moon, algumas de suas conclusões. A equipe entregará para testes em laboratórios na Europa as amostras que coletaram. Kerry, porém, afirmou que os EUA já têm os fatos, acrescentando que nada que os inspetores da ONU encontrarem pode dizer algo novo ao mundo.

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Vídeos que teriam sido feitos nos locais do suposto ataque mostram vítimas se contorcendo de dor, com espasmos e mostrando outros sintomas associados a agentes que afetam o sistema nervoso.

Navios de guerra americanos estão posicionados no Mar Mediterrâneo armados com mísseis de cruzeiro, há muito tempo a arma preferida dos presidentes pelo fato de que podem alcançar um alvo a centenas de quilômetros sem necessidade de cobertura área ou de soldados no campo de batalha.

O iminente confronto é a mais recente evolução de uma guerra civil em que Assad de forma tenaz e brutal se agarrou ao poder. De acordo com a ONU, o conflito de mais de dois anos e meio deixou mais de 100 mil mortos , muitos deles como resultado de ataques do governo sírio contra seus próprios cidadãos.

*Com AP e BBC

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