Dilma diz ter orgulho de ser 1ª mulher a abrir assembleia da ONU

Presidenta afirmou que em seu discurso vai falar sobre temas como transparência no governo e combate a doenças crônicas

iG São Paulo |

Ao comentar sua participação na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que vai falar sobre temas importantes como a transparência nas ações do governo, o combate a doenças crônicas no País e a crise econômica mundial.

“Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU”, ressaltou em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta. “O Brasil tem muito a mostrar em cada um desses temas”, completou.

Agência Brasil
Dilma viaja acompanhada do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Em Nova York, é recepcio recepcionada no no Hotel Waldorf Astória

Dilma desembarcou no Aeroporto John F. Kennedy na manhã de domingo sem o discurso finalizado. Além dos tópicos que ela mesmo escolheu e das linhas gerais traçadas pelo Itamaraty, pouco foi desenvolvido. A versão será feita mesmo em Nova York, nos dias que antecedem à abertura da Assembleia-Geral.

Nas conversas que terá com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy; do México, Felipe Calderón; e da Nigéria, Goodluck Jonathan; assim como com o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, Dilma deve defender medidas comuns de combate pobreza, com políticas de inclusão, apontando os programas de transferência de renda do Brasil como alternativa.

A presidenta também mencionará a Conferência Rio+20, que será realizada de 28 de maio a 6 de junho de 2012, no Rio de Janeiro. Dilma destacará o fato que será a maior conferência mundial sobre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e economia verde, definindo um novo padrão para o setor. A previsão é reunir mais de 100 líderes mundiais.

Até as vésperas de viajar, a presidente estudava a possibilidade de detalhar a decisão no Brasil de criar a Comissão da Verdade – que se destina a investigar os crimes ocorridos no país no período da ditadura (1964-1985). Não está definido se Dilma mencionará a questão sobre o acesso a documentos sigilosos, prevista no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), e que divide opiniões no Executivo e Legislativo.

Programas federais

No programa, Dilma comentou também o anúncio de ampliação da meta do governo de creches e pré-escolas a serem entregues em todo o país até 2014 – de 6 mil para 6,4 mil.

“Essas unidades escolares estão sendo chamadas de supercreches, porque elas reúnem a creche e a pré-escola em prédios muito bem construídos, capazes de oferecer uma educação de muita qualidade às nossas crianças”, explicou.

A presidenta falou ainda sobre a construção de 6,6 mil quadras esportivas escolares e a cobertura de 5 mil unidades até 2014. Segundo Dilma, mais de 8 milhões de alunos do ensino fundamental e do ensino médio serão beneficiados pelas medidas.

“O esporte é um estímulo para que as crianças permaneçam na escola por mais tempo. É, muitas vezes, uma maneira de tirar a criança da rua, sobretudo, nas regiões mais carentes”, concluiu.

(Com Agência Brasil e Agência Estado)

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