Congresso pressiona CBF sobre denúncias de corrupção

Comissões da Câmara e do Senado vão investigar acusações de lavagem de dinheiro contra o presidente da entidade, Ricardo Teixeira

Fred Raposo, iG Brasília |

O Congresso Nacional vai investigar acusações de irregularidade apresentadas contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) , que podem afetar até a organização da Copa do Mundo de 2014. Pelo menos duas comissões – uma do Senado e outra da Câmara – analisarão, entre outros pontos, denúncias de lavagem de dinheiro, contratos irregulares e suposto pagamento de propina que teria beneficiado o presidente da CBF, Ricardo Teixeira .

O caso será tema de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, na quarta-feira, às 10h. Os parlamentares vão ouvir o jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres, autor do livro “Jogo Sujo – O Mundo Secreto da Fifa” e de reportagens na televisão inglesa que acusam Teixeira de corrupção.

Na audiência, Jennings deve apresentar papéis sobre o processo criminal na Suíça contra o presidente da CBF. “Há várias denúncias de irregularidades e queremos saber quais são as provas. Ele diz ter documentos importantes”, afirma o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento que convidou o jornalista inglês.

Na Câmara, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) enviará, nos próximos dias, um pedido de informações à CBF sobre seu funcionamento, como demonstrativos financeiros e contratos de concessão de transmissão de jogos, além de possível recebimento de salários pelos membros da entidade, o que é proibido.

A Proposta de Fiscalização e Controle (PFC), de autoria do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), também investigará o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 (COL). A comissão da Câmara solicitará dados sobre a composição societária do COL e sobre o critério de divisão de lucros da Copa.

Mini-CPI

“Essa PFC é uma mini-CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)”, assinala o relator da proposta e presidente da CFFC, deputado Sérgio Brito (PSC-BA). “A autoridade é um pouco menor, mas, se a comissão se detectar fortes indícios de desvio de recursos, não tem como o Congresso não abrir CPI”.

Segundo Brito, a comissão solicitou auditorias paralelas do Tribunal de Contas da União (CGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre contratos da CBF. A previsão é que seja estabelecido um prazo de 60 dias para que a CBF responda às demandas do Congresso. “Aí eles não têm como dizer que não tiveram prazo”, diz o parlamentar.

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