Operação da PF prende pivô do caso Waldomiro Diniz

Chefes da máfia de caça-níqueis foram detidos, entre eles, Carlinhos Cachoeira, protagonista do escândalo dos bingos

iG São Paulo |

Os chefes da quadrilha especializada em explorar máquinas caça-níqueis em cinco Estados foram presos na manhã desta quarta-feira, durante a Operação Monte Carlo, desencadeada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, com auxílio da Receita Federal.

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Segundo o MP, foram cumpridas oito prisões preventivas, 27 prisões temporárias, 10 ordens de condução coercitiva e buscas e apreensões em diversas localidades. Entre os presos, que já estão na sede da PF, em Brasília, está o líder da quadrilha, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que determinava o fechamento e abertura de casas de jogos no território de seu domínio.

AE
Pivô da crise dos bingos, Carlinhos Cachoeira foi autor da gravação em que Waldomiro Diniz aparece negociando propina do jogo do bicho

Carlinhos Cachoeira foi um dos protagonistas do primeiro escândalo político que marcou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva . A crise foi aberta pela divulgação de uma gravação em que o então subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares, Waldomiro Diniz, negocia com Cachoeira o recebimento de dinheiro do jogo do bicho. Waldomiro era homem de confiança do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

O dinheiro iria reforçar o caixa dois das campanhas de Rosinha Garotinho e Benedita da Silva ao governo do Estado. Bispo Rodrigues, então deputado federal, foi afastado da Igreja Universal por também aparecer como beneficiário do esquema.

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O grupo, segundo a PF, operava há mais de 17 anos com a conivência de algumas autoridades de segurança pública, em pontos em Goiânia e Valparaíso de Goiás, e contavam com a ajuda de agentes de segurança pública, que atuavam mediante o pagamento de propina.

Eles davam suporte ao funcionamento das casas do grupo, seja não realizando ações interventivas, seja comunicando os criminosos sobre trabalhos dos órgãos de persecução no enfrentamento à organização, especialmente para que as casas e máquinas caça-níqueis fossem transferidas de local.

Durante a investigação, que durou cerca de 15 meses, foram identificados como integrantes do grupo criminoso infiltrados na área de segurança pública dois delegados de Polícia Federal de Goiânia, seis delegados da Polícia Civil de Goiás, três tenentes-coronéis, um capitão, uma major, dois sargentos, quatro cabos e 18 soldados da Polícia Militar de Goiás, um auxiliar administrativo da Polícia Federal em Brasília, um policial rodoviário federal, um agente da polícia civil de Goiás e um agente da polícia civil de Brasília, um sargento da Polícia Militar de Brasília, um servidor da Polícia Civil de Goiás, um servidor da Justiça Estadual de Valparaíso de Goiás.

Relembre as acusações do caso Waldomiro Diniz:

*Com informações da Agência Estado

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