Deputado venceu adversários – Arlindo Chinaglia, Julio Delgado e Chico Alencar – no primeiro turno da votação

Conforme o esperado, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, em votação realizada neste domingo (1º), no primeiro dia da nova legislatura. O legislador, que lançou sua candidatura em novembro, disputou o cargo com Arlindo Chinaglia (PT-SP), Julio Delgado (PSB-MG) e Chico Alencar (PSOL-RJ).

Eduardo Cunha comemora eleição à presidência da Câmara dos Deputados, neste domingo (1º)
Câmara dos Deputados
Eduardo Cunha comemora eleição à presidência da Câmara dos Deputados, neste domingo (1º)

Em uma votação que se esperava acirrada, sendo esperado um segundo turno que a levaria a durar longas horas noite adentro, o resultado foi de uma enorme tranquilidade para o peemedebista. Cunha venceu em primeiro turno, com 267 votos. Chinaglia obteve 136; Delgado, 100; e Alencar, oito.

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Desta forma, o partido com a maior bancada no Congresso, o PMDB, inicia a nova legislatura da mesma forma que encerrou a anterior: com a presidência do Senado Federal – Renan Calheiros foi reeleito neste domingo – e, agora, da Câmara dos Deputados (antes ocupada por Henrique Alves).

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Apesar de criticar a interferência do governo na campanha ferrenha pela presidência da Casa, Cunha ressaltou em seu discurso de vitória que não haverá retaliação do PMDB contra o PT, que comanda o Palácio do Planalto. "Estaremos sempre prontos, de portas abertas para o debate. E a campanha nos mostrou que temos de discutir dois pontos fundamentais para este país: a reforma política e o pacto federativo", apontou.

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Cunha ainda prometeu atuar para que se tenha um Parlamento independente, altivo e que respeite os interesses da população brasileira. Ele criticou a submissão do Congresso em certas votações e afirmou que buscará sempre a independência da Casa, dialogando com todos os poderes sem abrir mão das pautas que considera importantes.

“A gente só quer que os poderes sejam independentes e harmônicos entre si”, resumiu.

Deputados prestam juramento na Câmara, neste domingo (1º), início da nova legislatura
Câmara dos Deputados
Deputados prestam juramento na Câmara, neste domingo (1º), início da nova legislatura

Além de Cunha, a abertura da nova legislatura elegeu a composição da nova Mesa Diretora da Câmara, aquela responsável por dirigir as ações da Casa ao lado do presidente.

Farão parte dela Valdir Maranhão (PP-MA) (1º vice-presidente), Giacobo (PP-PR) (2º vice-presidente), Beto Mansur (PRB-SP) (1º secretário), Felipe Bornier (PSD-RJ) (2º secretário), Mara Gabrilli (PSDB-SP) (3º secretário) e Alex Canziani (PTB-PR) (4º secretário). Os quatro suplentes, que substituem os titulares em caso de necessidade, são os deputados Mandetta (DEM-MS), Gilberto Nascimento (PSC-SP), Luiza Erundina (PSB-SP) e Ricardo Izar (PSD-SP).

Governo enfraquecido
A vitória acachapante de Cunha é um baque ao Palácio do Planalto, que – em um ano que se inicia com crise econômica e denúncias cada vez mais profundas de corrupção na Petrobras – se mobilizou para emplacar o nome de um candidato próprio, Chinaglia, para chegar à presidência da Casa e facilitar sua governabilidade.

Apesar das expectativas de Cunha e seus aliados de receber mais de 300 votos, o que levou à derrota do governo foi o baixíssimo número de votos recebidos por Chinaglia. A campanha do petista contava ter ao menos 180 votos.

Para se levar o cargo em primeiro turno, é necessário ter a maioria simples de votos. Do total 513 deputados, os adversários de Cunha conseguiram atrair 244 – 23 a menos do que o peemedebista. Se Chinaglia tivesse obtido os mais de 40 votos com os quais sua equipe contava antes da divulgação do resultado, dificilmente a disputa seria encerrada sem um segundo turno. 

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