Obra viária apresentada pelo tucano só fica pronta em 2016; Padilha faz homenagem ao ex-governador Eduardo Campos


Primeiro programa de Alckmin no horário eleitoral: inauguração de obra inacabada
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Primeiro programa de Alckmin no horário eleitoral: inauguração de obra inacabada

Embora não tenha começado a circular na vida real e tenha conclusão prevista para 2016, o monotrilho apareceu em pleno funcionamento no primeiro programa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) , candidato à reeleição, no horário eleitoral gratuito de TV, nesta quarta-feira (20).

O monotrilho foi apresentado como um dos feitos da gestão do tucano. Também foram citadas melhorias no metrô e na CPTM – responsável pelos trens metropolitanos –, construção de rodovias e diminuição no número de homicídios.

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Principal adversário tucano, o ex-presidente da Fiesp, Paulo Skaf  (PMDB), aproveitou os minutos de TV para atacar o governador, acusando-o de governar sem tesão.

"Acho que ele [ Alckmin ] não enfrenta os problemas de São Paulo como se fossem um desfio dele, com garra, com tesão", disse Skaf, que tem 16% das intenções de voto, contra 55% de Alckmin de acordo com a última pesquisa do Datafolha, feita em 12 e 13 de agosto.

Skaf critica Alckmin, acusando-o de ser simpático, mas de governar sem tesão
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Skaf critica Alckmin, acusando-o de ser simpático, mas de governar sem tesão

O ex-presidente da Fiesp também explorou campanhas com apelo popular bancadas pela federação, como a contrária à CPMF – imposto sobre movimentação financeira – e ao aumento do IPTU de São Paulo, e pela redução da conta de luz.

Imagens de escolas do Senai, o serviço de aprendizagem industrial bancado pelas empresas do setor, também foram usadas na campanha.

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Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, no primeiro programa eleitoral
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Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, no primeiro programa eleitoral

O programa do terceiro colocado nas pesquisas (com 5%), Alexandre Padilha (PT) , foi apresentado como uma homenagem ao ex-governador Eduardo Campos (PSB) , m orto há uma semana num acidente aéreo em Santos, no litoral paulista . Estratégia semelhante foi usada pelos candidados à presidência Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

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O candidato do PSOL, Gilberto Maringoni (menos de 1%), ressaltou que o partido não receberia doações de grandes empresas, e ironizou o fato de grandes doadores serem também contratados do governo para tocar obras públicas.


Skaf criticar Alckmin mas não mira em Padilha

Enquanto Alckmin fez um programa voltado a apresentar as realizações e promessas de sua gestão, Skaf dedicou boa parte do tempo a criticar o ex-governador, ressaltando entretanto não ter nada contra o tucano, a quem chamou de "simpático".

E, embora, tenha dito reiteradas vezes ser adversário do PSDB e do PT, o ex-presidente da Fiesp não fez qualquer menção a Padilha. Além da vantagem de 11 pontos percentuais sobre o petista, esse comportamento pode ser motivado pelo fato de o PMDB e o PT serem aliados no plano federal.

O programa de Padilha também evitou ataques aos adversários, e foi concentrado em tentar construir a imagem do petista. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem Padilha foi ministro das Relações Institucionais, apresentou-o como alguém fundamental para a aprovação do programa Minha Casa, Minha Vida, de forte apelo eleitoral.

A crise da água não foi explorada por nenhum dos candidatos oposicionistas.

Skaf diz ter sete cachorros; Alckmin lembra Covas

Os três programas tiveram como traço comum apresentar a história de vida dos candidatos. Alckmin (PSDB) explorou sua relação com o ex-governador Mario Covas (1995-2001), de quem foi vice e a quem chamou de saudoso.

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Skaf aproveitou para mostrar que tem uma família composta de "cinco filhos, três netos e sete cachorros", e tentou desfazer a imagem de causador da ruína dos negócios da família. Sob sua gestão, a empresa de tecelagem criada pelo pai teve de ser fechada. O ex-presidente da Fiesp argumentou que apenas mudou o foco do empreendimento, em razão da concorrência com a China.

"Tomei uma medida de gestão, parei a produção daquele tipo de produto e redirecionei essa mesma empresa para outras atividades."

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O programa de Padilha o mostrou como filho de um exilado político – o petista só conheceu o pai aos oito anos de idade – e de uma pediatra que faz trabalho voluntário.

"Chorei muito, ele [ o pai ] também", diz o candidato.

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