Ministros do STF foram pegos de surpresa com anúncio de saída de Barbosa

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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'Não sabíamos de nada', diz Marco Aurélio Mello. Zavacki e Lewandowski afirmaram que também foram surpreendidos

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou no início da tarde desta quinta-feira (29) que foi “pego de surpresa” com o anúncio do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de se aposentar em junho. “Não sabíamos de nada. Pelo menos eu não tinha conhecimento de que ele deixaria o tribunal”, disse o ministro. “Pego de surpresa, o Supremo. Pelo menos um dos integrantes, que sou eu”, complementou Mello.

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 Questionado se era deselegante um ministro não antecipar a colegas de Corte a sua aposentadoria, Mello disse apenas. “A elegância é de um subjetivismo maior. Cada qual tem um a noção a respeito”.

Joaquim Barbosa foi o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Indicado pelo ex-presidente Lula, Barbosa está no Supremo desde 2003. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMãe do ministro Joaquim Barbosa, Benedita da Silva (centro), prestigia o filho em cerimônia de posse. Foto: Futura PressDilma acompanha os discursos da cerimônia da posse de Joaquim Barbosa à presidência do Supremo. Foto: Agência STFBarbosa assumiu a presidência do STF em novembro de 2012, e seu mandato só terminaria em novembro de 2014. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Ao lado da presidenta Dilma Rousseff, ministro Joaquim Barbosa é empossado novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Celebridades também foram à posse de Barbosa no STF. Na foto, aparecem Regina Casé e Milton Gonçalves. Foto: Agência BrasilCelso de Mello cumprimenta Barbosa em sua posse na presidência do STF. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEllen Gracie, primeira mulher a presidir o STF, acompanha cerimônia de posse de Barbosa ao lado de ex-ministros. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaLuiz Fux foi escolhido por Babosa para ler discurso em sua posse na presidência do STF. Foto: Alan Sampaio / iG Brasília


Para o ministro, Barbosa será conhecido apenas como “relator da AP 470, denominada ação do mensalão”. No passado, Mello já havia criticado Barbosa por se dedicar a apenas essa ação penal e travar outras ações no Supremo, como ações diretas de inconstitucionalidade. “Mas foi justamente (o fato de ser ser relator no mensalão) o que o projetou no cenário nacional”, analisou Mello.

Ainda para o ministro, somente questões de saúde explicariam uma aposentadoria precoce do ministro Joaquim Barbosa. Ele deixaria a presidência do STF em novembro, mas poderia ficar na Corte por mais 11 anos, já que ele tem 59 anos e a aposentadoria compulsória de um ministro do STF é aos 70 anos. “Eu não concebo que alguém vire as costas a uma cadeira no supremo espontaneamente”, disse Mello.

Antes da sessão plenária, o vice-presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, disse que não tinha sido comunicado formalmente da renúncia. “Ainda preciso tomar ciência do fato. Não sei de nada, não fui comunicado de nada formalmente, preciso tomar ciência”, afirmou. Teori Zavacki afirmou que também foi surpreendido. “Para mim foi uma surpresa, eu não sabia. Já houve outros casos de ministros renunciando, mas é raro.”

Com Agência Brasil

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