Governo teme que protestos cheguem à Jornada Mundial da Juventude

Por Luciana Lima |

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Segundo Gilberto Carvalho, presidente está preocupada com atos de vandalismo; primeiro compromisso de Dilma nesta sexta foi reunião para avaliar o alcance dos protestos

O ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, disse nesta sexta-feira (21) que a presidente Dilma Rousseff está preocupada com os atos de vandalismo que se espalharam pelas manifestações pelas principais cidades do País. “As manifestações acabam sendo palco de vandalismo. É triste ver a Esplanada como amanheceu”, disse o ministro se referindo aos estragos provocados no Palácio do Itamaraty e em outros prédios públicos.

“Não iremos aceitar e no momento oportuno a presidente irá se manifestar”, disse o ministro.

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Agência Brasil
Ministro Gilberto Carvalho minimiza críticas de que governo não se manifestou (foto de arquivo)

Nesta sexta-feira, o primeiro compromisso da presidente foi uma reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para fazer uma avaliação dos protestos. Cardozo tem trabalhado em contato com governadores e prefeitos de todo país para montar um diagnóstico detalhado sobre cada cidade ou Estado onde as manifestações ocorreram.

Ao comentar os protestos desta semana, Carvalho demonstrou que o governo teme que o clima de violência se repita durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), programada pela Igreja Católica para o final de julho. Esse evento terá a participação do papa Francisco no Rio de Janeiro.

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“O governo está preocupado com o que está acontecendo hoje no país. Até porque, pode acontecer na Jornada (Mundial da Juventude), não igual, mas nesse clima de protestos. Temos que estar preparados para possíveis manifestações”, disse o ministro.

Carvalho rebateu as críticas de que o governo não tem se expressado sobre as manifestações e disse que entendeu o “recado” das ruas pedindo por mudanças.

“Nosso governo tem se expressado. De um lado celebramos a democracia, achamos que as manifestações são importantes porque significam o engajamento em busca dos direitos. Agora, ao mesmo tempo, temos que entender que as manifestações estão demandando mudanças. Representam insatisfação popular, de forma mais ou menos adequada”, ressalvou.

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Manifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu mais de 20 mil. Foto: ReutersManifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty e são contidos pela polícia. Foto: DivulgaçãoManifestantes colocam fogo no Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu mais de 20 mil. Foto: ReproduçãoManifestantes tentam invadir Palácio do Itamaraty em protesto que reuniu 20 mil em Brasília. Foto: ReproduçãoManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrManifestantes entram em confronto com a polícia em Brasília. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrCerca de 20 mil pessoas protestam em frente ao Congresso Nacional. Foto: Agência BrasilMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrMais de 20 mil manifestantes estão em frente ao Planalto, em Brasília. Foto: BSB Valter Campanato ABrManifestantes voltam às ruas no DF com bandeiras contra a PEC 37, "Fora Renan", contra obras da Copa e outras bandeiras. Foto: Nivaldo Souza/iG Brasília

O ministro defendeu que o clima de protestos é também fruto de uma classe que emergiu durante os governos petistas e que se tornou mais exigente em relação aos serviços prestados pelo Estado, em todas as suas esferas, e em relação ao comportamento dos políticos.

“Vemos diversas bandeiras, o fim da corrupção, serviços de mais qualidade. Estão exigindo do governo atitudes”, disse o ministro. “Estão a mostrar que essa grande camada de brasileiros que emergiu quer novos direitos. Nós mesmos criamos as condições para que houvesse um novo padrão de exigência. Temos agora que atender esse novo tipo de movimento”, disse Carvalho, durante uma reunião para organizar a jornada, no Palácio do Planalto.

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