A Philips Electronics aumentará seus investimentos nos mercados emergentes e em novos produtos, disse o executivo-chefe da companhia, Gerard Kleisterlee, na reunião anual de acionistas. Atualmente, mercados emergentes como Brasil, China, Índia e Rússia representam 30% das vendas do grupo.
Kleisterlee afirmou que a Philips pretende expandir os investimentos nesses mercados em mais do que o dobro da taxa de crescimento do PIB local.
Ele reiterou as metas financeiras da companhia para 2010 e disse que a Philips quer se concentrar na inovação, gastando mais em novos produtos e menos em variações dos produtos já existentes.
Em janeiro, o diretor financeiro da Philips, Jean-Pierre Savignon, havia afirmado que, em linha com a estratégia para 2010, a companhia acrescentaria uma alavancagem ao seu balanço patrimonial e que isso poderia resultar numa posição de endividamento líquido no final de abril. Hoje, Kleisterlee declarou que a reestruturação financeira da companhia está perto da conclusão e que um balanço patrimonial com uma taxa de endividamento saudável está dentro da meta.
O executivo-chefe reconheceu que, assim como os investidores, ele também não está satisfeito com o preço das ações da Philips nos últimos anos. No entanto, disse Kleisterlee, a Philips "virou uma página e está agindo para cumprir ou até exceder suas maiores ambições, o que só pode resultar num preço notavelmente positivo para as ações". No ano passado, os papéis se desvalorizaram 16%.
Às 13h02 (de Brasília), as ações da Philips eram negociadas a 24,69 euros na Bolsa de Amsterdã, com alta de 2,02%. As informações são da Dow Jones.