Após UE, EUA anunciam sanções contra russos e ucranianos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Medida inclui proibição de viagens e congelamento de bens na Europa e nos EUA. Obama alerta que sanções podem aumentar

O presidente Barack Obama congelou os bens de sete autoridades russas nos EUA, incluindo os principais conselheiros do presidente Vladimir Putin, pelo apoio ao referendo realizado na Crimea no domingo (16). Obama advertiu que as sanções podem aumentar, de acordo com os desdobramentos da crise ucraniana. 

Hoje: UE impõe sanções a 21 russos e ucranianos por crise na Crimeia

AP
Presidente Barack Obama fala sobre a Ucrânia na sala James Brady, na Casa Branca, em coletiva de imprensa nos EUA


Após referendo: Crimeia se declara independente e pede anexação à Rússia

“Se a Rússia continuar interferindo na Ucrânia estaremos prontos para impor mais sanções”, afirmou ele. Obama acrescentou ainda, durante breve comunicado na Casa Branca, que a medida pode ser ponderada, caso haja uma solução diplomática para a crise.

Entre as autoridades que sofrerão sanções estão Vladislav Surkov, assessor de Putin; Sergey Glazyev, também assessor; Leonid Slutsky, deputado estadual; Andrei Klishas, membro do Conselho da Assembleia Federal da Rússia; Valentina Matviyenko, chefe do Conselho da Federação; Dmitry Rogozin, vice-primeiro ministro da Federação Russa; e Yelena Mizulina, deputada estadual.

O Departamento do Tesouro também está impondo restrições a quatro ucranianos – incluindo o presidente deposto Viktor Yanukovych. De acordo com funcionários do alto escalão do governo, há provas sendo levantadas contra indivíduos da indústria de armas e pessoas que eles descrevem como "companheiros" do governo russo na ocupação da Crimeia, que também devem ser alvos de vetos.

Funcionários do governo explicaram que Putin não foi alvo direto das sanções norte-americanas, apesar de ter apoiado o referendo da Crimeia, porque os EUA não costumam começar os vetos pelos chefes de Estado. Mas aos repórteres, essas fontes, que pediram para não serem identificadas, afirmaram que as sanções foram direcionadas a pessoas bem próximas do presidente russo e que os vetos foram “projetados para bater perto de casa.”

União Europeia

O anúncio dos EUA veio logo o da União Europeia. Os ministros das Relações Exteriores da entidade concordaram em impor sanções contra 21 pessoas da Rússia e da Ucrânia nesta segunda, incluindo a proibição de viagens e o congelamento de bens, de acordo com o chanceler da Lituânia, Linan Linkevicius, que postou mensagem em seu Twitter.

Confira a reação nas ruas da Crimeia após resultado do referendo

Pessoas marcham em apoio à anexação da Crimeia pela Rússia em Moscou (18/3). Foto: APIdosa segura calendário com imagem do líder soviético Josef Stalin na Crimeia enquanto assiste a pronunciamento de presidente russo (18/3). Foto: APDuas mulheres seguram bandeira em que se lê: 'Crimeia está com a Rússia' em Simferopol (16/3). Foto: ReutersMulher celebra com bandeira russa resultados preliminares de referendo em Simferopol, Crimeia (16/3). Foto: ReutersHomem pró-Rússia deposita cédula em urna durante votação sobre anexação da Crimeia pela Rússia em Bachisaray, Ucrânia. Foto: APCrimeia vota neste domingo se quer ou não se tornar parte da Rússia. Foto: AFPUma mulher pega sua cédula de votação sobre referendo na Crimeia em Simferopol, Ucrânia. Foto: APEleitor segura cédula do referendo em Simferopol, Ucrânia. Foto: APMulher coloca cédula do referendo em urna eleitoral, durante votação em Simferopol, Ucrânia. Foto: APNovo primeiro-ministro da Crimeia, Sergei Aksyonov lança seu voto em assembleia de votos de Simferopol, Ucrânia. Foto: APCom sua filha, eleitor participa do referendo da Crimeia, Ucrânia. Foto: APIdoso participa de referendo sobre anexação da Crimeia à Rússia, em Simferopol, Crimeia. Foto: APMilitares protegem o edifício do parlamento regional durante referendo da Crimeia em Simferopol. Foto: APBandeira da Rússia na entrada do prédio do parlamento regional da Crimeia. Foto: AP

Ontem: Multidão na Crimeia celebra aprovação em referendo de anexação pela Rússia

As sanções vieram após reunião de cerca de três horas. Os ministros que se reuniram em Bruxelas, Belgica, não divulgaram imediatamente os nomes dos alvos desses vetos.

Dois diplomatas disseram que as sanções vão atingir 13 russos e oito crimeios. Eles falaram em condição de anonimato, porque a nacionalidade dos alvos das sanções ainda não foi oficialmente anunciada. As 28 nações da União Europeia e dos Estados Unidos disseram que o referendo realizado no último domingo era ilegítimo e inconstitucional.

O presidente Barack Obama disse ao presidente da Rússia Vladimir Putin no domingo (16) que o voto “Nunca seria reconhecido” pelos EUA, e que assim como ele, autoridades da UE advertiam Moscou contra a realização de novos movimentos militares em direção sul e leste da Ucrânia.

Sábado: Rússia veta resolução da ONU contra referendo na Crimeia

A UE está andando em corda bamba entre punir Moscou e manter linhas de comunicação abertas com a Rússia para que haja uma resolução diplomática sobre o caso, uma das piores crises geopolíticas da atualidade. Antes da reunião desta segunda em Bruxelas, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que as sanções devem “"abrir caminhos e possibilidades para evitar uma nova escalada que pode levar à divisão da Europa."

Crimeia

As sanções eram esperadas após referendo na Crimeia mostrarem que 97% da população apoiavam a anexação da província à Rússia. O parlamento crimeio declarou nesta segunda sua independência. Funcionários do governo disseram que não há evidências concretas de que algumas urnas utilizadas no referendo chegaram pré-marcadas em várias cidades. Eles não disseram, porém, quais são essas evidências.

Os EUA, a União Europeia e outros países disseram que a ação violou a constituição ucraniana e a lei internacional e ganhou espaço por causa da coação de uma possível intervenção militar russa. Putin afirmou que o voto foi legal e em conformidade com o direito de auto-determinação, de acordo com o Kremlin.

"As ações de hoje enviar uma mensagem forte ao governo russo que há conseqüências para suas ações que violam a soberania ea integridade territorial da Ucrânia, incluindo as suas acções de apoio ao referendo ilegal para a separação da Criméia", disse a Casa Branca em um comunicado.

Leia tudo sobre: russia na ucraniaeuasancoesputincasa brancaobamareferendovetosuniao europeiayanuckovych

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas