Governo francês teme um eventual ataque de um grupo radical islâmico em território nacional como retaliação aos recentes ataques do país a milícias dos dois países africanos

BBC

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O presidente François Hollande ordenou que a segurança em edifícios públicos e sistemas de transporte seja reforçada na França. O alerta ocorre devido a operações militares do país na África. O governo francês teme um eventual ataque de um grupo radical islâmico em território nacional como retaliação aos recentes ataques do país a milícias no Mali e na Somália .

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O nível de alerta das forças de segurança no país foi elevado. As ameaças à França são medidas no país por um sistema de contraterrorismo conhecido como 'Vigipirate' (que mede o grau de ameaça por um sistema de cores).

A "luta contra o terrorismo" requer todas as precauções necessárias, afirmou Hollande. Mais cedo, grupos islâmicos prometeram represálias contra a França devido à campanha no Mali.

Operações

Hollande autorizou na sexta-feira uma intervenção militar no Mali para impedir a continuidade do avanço recente para o sul de rebeldes que já controlam o norte do país. O presidente acusou o grupo de ligações com a rede extremista Al-Qaeda.

Jovens caminham em local de incêndio em mercado de Ngolonina, em Bamako, Mali
Reuters
Jovens caminham em local de incêndio em mercado de Ngolonina, em Bamako, Mali

Intensos bombardeios da Força Aérea francesa e ataques terrestres de forças do Mali e da França entre sexta-feira e sábado forçaram a milícia a recuar. Cerca de 100 rebeldes islâmicos foram mortos, segundo o Exército malinês.

A França confirmou a morte de um de seus pilotos de helicóptero, o tenente Damien Boiteux, em um ataque a um comboio rebelde durante a tomada de Konna. Ele foi baleado e morreu no hospital.

A cidade de Konna, principal ligação entre o norte e o sul do país, foi retomada após permanecer quase dois dias sob domínio rebelde.

Logo após o início do ataque no Mali, forças especiais francesas tentaram resgatar o analista de inteligência da França Denis Allex, que era refém da milícia Al-Shabab em Bulo Marer, Somália, desde julho de 2009.

A incursão foi frustrada pela milícia. O governo de Hollande disse que 17 milicianos, o refém e dois militares morreram.

Um porta-voz da al-Shabab desmentiu a informação dizendo que o refém permanece vivo sob seu poder, assim como um dos militares dado como morto pela França.

Urgência

A Cedeao (Comunidade Econômica dos Países da África Ocidental) autorizou o envio imediato de 2.000 militares ao Mali.

A força deve chegar ao país em 10 dias e será composta por tropas do Níger, de Burkina Faso, da Nigéria e do Togo.

Em um comunicado, o presidente da comissão da Cedeao, Kadre Desire Ouedraogo, disse que a decisão foi tomada devido à urgência da situação.

O envio de 3.000 tropas, com aval da ONU, estava previsto para começar apenas em setembro.

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