Ministério da Saúde confirma terceira morte por zika vírus no Brasil

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Vítima é jovem de 20 anos do interior do Rio Grande do Norte; primeira morte pela doença só foi confirmada em novembro

O mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão do zika vírus, dengue e chikungunya
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O mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão do zika vírus, dengue e chikungunya

O Ministério da Saúde confirmou a terceira morte por zika vírus no Brasil, na manhã desta quinta-feira (11). A vítima, uma jovem de 20 anos do munípio de Serrinha (RN), morreu em abril do ano passado – mas o resultado dos testes só foi confirmado agora, no momento em que o mundo vive sua maior apreensão sobre a doença.  

Apesar de o vírus já estar comprovadamente circulando no Brasil desde o primeiro semestre de 2015, a primeira morte por zika só foi confirmada em novembro, pelo Instituto Evandro Chagas, referência em febres hemorrágicas.

A vítima, que foi a óbito em junho, morava no Estado do Maranhão e tinha lúpues, doença que afeta o sistema imunológico e a enfraqueceu contra o zika.

A segunda morte foi a de uma menina de 16 anos do município de Benevides (PA), no final de outubro. Com suspeita inicial de dengue, ela apresentou sintomas como dor de cabeça, náuseas e manchas vermelhas na pele e mucosas. 

Veja alguns dos cuidados para evitar o Aedes aegypti:

Assim como a dengue e o chicungunya, o mosquito aedes aegypti é o transmissor do zika vírus. Foto: iStockA fêmea do Aedes aegypti pica alguém infectado e, depois de um tempo de replicação do vírus dentro dela,  passa a transmitir a doença na próxima vez que o inseto picar outra pessoa . Foto: iStockFebre alta, dor atrás dos olhos, conjuntivite, vômitos, diarreia, dor abdominal, falta de apetite, inchaço e inflamação nos pés e braços, coceira e manchas pelo corpo e dores nas articulações são sintomas da doença . Foto: iStockNão há vacina para a doença, o tratamento se concentra em aliviar os sintomas. O ideal é ficar de repouso, se hidratar e tomar analgésico receitado pelo médico . Foto: iStockRelacionada ao zika vírus, a microcefalia podem apresentar atraso mental, déficit intelectual, paralisia, convulsões, epilepsia, autismo e rigidez dos músculos. A doença é grave e não tem cura. Foto: iStockO zika vírus pode ter entrado no Brasil com torcedores estrangeiros durante a Copa do Mundo, em 2014, mas não há confirmação deste fato . Foto: iStockBairro onde se desenvolve o projeto com mosquitos geneticamente modificados  registrou apenas um caso de dengue desde julho. Foto: iStockDa mesma forma que com a dengue, o foco para diminuir a epidemia é eliminar os criadouros do Aedes aegypti. Foto: iStockAplicar repelente contra insetos também é indicado . Foto: iStock

A confirmação vem na antevéspera do Dia da Mobilização Nacional contra o Aedes aegypti, marcado para o próximo sábado (13), com o objetivo de reforçar o combate à espécie de mosquito transmissora do zika, dengue e chikungunya.

Conforme divulgado pelo governo federal ao longo da semana, a data será voltada para grandes mutirões de prevenção para eliminar focos de criadouro do mosquito em todo o País com o auxílio do Exército e de agentes de Saúde.

A presidente da República também mobilizou o Ministério da Educação para entrar na campanha com o objetivo de promover ações para a "Zika Zero" junto a entidades ligadas à educação básica, tecnológica e superior. Ainda foram convocadas lideranças religiosas.

De acordo com o Ministério da Saúde, somente em 2015 foram registrados 1.649.008 de casos prováveis de dengue em todo o Brasil, com um total de 843 mortes – quase o dobro do ano anterior. 

A crise relacionada ao mosquito Aedes aegypti só cresceu com o boom de infecções nos últimos meses por zika vírus, responsável por gerar microcefalia em bebês de gestantes infectadas pela doença.

O mais recente levantamento mostra um total de 3.670 casos suspeitos da malformação ao mesmo tempo em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselha grávidas a evitar regiões com epidemia da condição, especialmente nas Américas do Sul e Central. 

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