'Não é nada que a gente conheça', diz astrônoma sobre vídeo de Vereza

Ator registrou a cena da varanda de seu apartamento há um ano e meio. Ufólogo diz que são rastros deixados por aviões

Valmir Moratelli, iG Rio de Janeiro |

Reprodução
Cena filmada na Barra da Tijuca
Durante entrevista ao iG , Carlos Vereza cedeu com exclusividade um vídeo feito há um ano e meio, da varanda de seu apartamento, na Barra da Tijuza, zona oeste do Rio. Com vista para a praia e a pedra da Gávea, o ator presenciou a aparição de dois objetos não identificados no céu, por volta das cinco e meia da manhã de uma sexta-feira de maio do ano passado.

Assista ao vídeo exclusivo

Bastante emocionado, Vereza estava acompanhado de amigos, que acreditavam estar diante de naves extraterrestres. O vídeo foi gravado pela câmera do celular de um dos presentes.

A reportagem do iG exibiu a gravação à astrônoma Josina Nascimento, coordenadora de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional, localizado no Rio de Janeiro. Segundo a estudiosa, os objetos não se parecem com nada que seja conhecido. “Não é cometa, não é meteoro, não é estrela. Não é nada que a gente conheça. Não tem efeito de computador. Não sei do que se trata. São objetos não identificados do ponto de vista astronômico. Mas tem que se levar em consideração a meteorologia. Nós da astronomia podemos falar que não é um objeto conhecido, não é um fenômeno normal de se acontecer”, diz a astrônoma.

O mesmo vídeo também foi mostrado ao ufólogo Wallacy Albino, presidente do GEUBS (Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista). Wallacy viu as cenas algumas vezes e deu sua sentença, contrária à astrônoma.

“Posso lhe garantir com cem por cento de certeza de que se trata apenas de simples aviões. Esse efeito se chama rastro de condensação. Ocorre quando a certa altitude o ar está frio e bastante úmido, fazendo com que a passagem de um avião crie uma nuvem a sua volta. Este efeito só fica visível quando o sol está se pondo ou nascendo”, afirma o ufólogo, que diz ter vários registros parecidos feitos no litoral de São Paulo.

“Não divulguei antes, porque sempre aparece alguém dizendo que é balão meteorológico”, disse Vereza, confiante diante de suas convicções, na entrevista ao iG .

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