Black Sabbath: "Há 40 anos era sexo, drogas e rock. Hoje, chá e refrigerante"

Por Nina Ramos , iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Ozzy Osbourne e Geezer Butler falam sobre turnê da banda em coletiva no Rio; Tony Iommi, que está tratando um câncer, sentiu-se mal e não participou do encontro

Divulgação
Black Sabbath

Não foi preciso nem aguardar o tradicional atraso dos grande astros do rock. Ozzy Osbourne e Geezer Butler apareceram de bom humor no Baretto-Londra, no hotel carioca Fasano, exatamente no horário marcado para a coletiva de imprensa, nesta terça-feira (8).

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Com rugas e cansaço a mais, os integrantes do Black Sabbath falaram com jornalistas sobre a turnê “Reunion”, que começa no Brasil nesta quarta (9), em Porto Alegre.

Black Sabbath em coletiva de imprensa no Rio. Foto: AgNewsBlack Sabbath em coletiva de imprensa no Rio. Foto: AgNewsBlack Sabbath em coletiva de imprensa no Rio. Foto: AgNewsBlack Sabbath em coletiva de imprensa no Rio. Foto: AgNewsBlack Sabbath em coletiva de imprensa no Rio. Foto: AgNews

Quem fez falta no encontro foi o guitarrista Tony Iommi, que se sentiu mal e foi atendido por um médico no quarto do hotel. Tony luta contra um câncer desde o ano passado. A informação foi passada pela assessoria minutos antes do início da coletiva e perguntas com foco na saúde do artista foram cortadas.

Ozzy entrou no Londra fazendo caras e bocas com Geezer. Na esportiva, posaram para foto e falaram de tudo um pouco. O show tem o setlist focado em grandes clássicos e também em novas composições, que formam o recente álbum “13”, lançado em junho deste ano.

"Nós fizemos outras coisas depois de 1979 (quando o grupo se separou), mas estamos muito felizes agora com a recepção do público com as novas músicas. Os fãs podem ouvir coisas novas da banda. A turnê, na verdade, está melhor do que a gente esperava. A recepção por onde passamos é inacreditável", disse Ozzy.

Depois de Porto Alegre, o Black Sabbath se apresenta em São Paulo (11/10), no Rio de Janeiro (13/10) e, para fechar, em Belo Horizonte (15/10).

O disco “13” marca a volta da banda, ícone do heavy metal nos anos 60 e 70, aos estúdios. Geezer foi instruído a fazer um balanço sobre a diferença de estar na estrada após tanto tempo e já com a idade, digamos, avançada.

"Bom, há 40 anos nos éramos jovens e vivíamos a vida bem no estilo do rock: sexo, drogas e rock 'n roll. Agora, trocamos por algumas xícaras de chá e refrigerante e voltamos direto para o quarto do hotel depois dos shows", brincou o baixista.

Para os fãs, a felicidade estaria completa se o baterista, Bill Ward, estivesse no palco. Mas os integrantes não entraram em um acordo e o Black Sabbath caiu na estrada com Tommy Clufetos, da banda solo de Ozzy.

Sobre a polêmica, os músicos não deram detalhes, mas lamentaram a decisão de Bill, de certa forma: “Ficamos tristes por Bill não estar com a gente, mas fizemos o que tivemos de fazer e esperamos que aqui no Brasil o sucesso seja tão grande quanto nos outros lugares", disse Ozzy.

A turnê começou no início do ano na Austrália e já rodou vários países. A última parada antes de chegar ao Brasil foi na Argentina, onde Ozzy foi vaiado após se cobrir com uma bandeira do Brasil no “país rival”.

Quando ouviu a pergunta sobre a gafe do colega, Geezer soltou uma risada tímida: “Alguém jogou uma bandeira do Peru no palco e nós pegamos", disse. Os presentes afirmaram que a bandeira que Ozzy escolheu era do Brasil, e ele lamentou o ocorrido: "Foi um erro. Mas quando falamos de música, não existem fronteiras. A música é universal. Alguém me jogou a bandeira e eu coloquei nas costas".

Drogas e o futuro do rock

Falando abertamente sobre o assunto, Ozzy afirmou que a melhor experiência que teve com o Black Sabbath foi “quando descobri o LSD. E a pior foi quando usei LSD". Ao ouvir a resposta do amigo, Geezer concordou.

As recordações (e revelações) foram além. Quando comentaram sobre os 40 anos do álbum “Sabbath Bloody Sabbath”, o baixista disse que guardava bons momentos da época na cabeça, enquanto Ozzy disparou: "Eu não me lembro de nada. Estava tão drogado".

Com o peso de serem lendas-vivas do rock mundial, os músicos ganharam a missão de avaliar o futuro do gênero. "Muitos dizem há anos que o heavy metal e o rock estão no fim, e nós estamos vivos por aqui. Sempre vai ter fã para diversos tipos de música. E enquanto houver fã, vai ter música", afirmou o marido de Sharon Osbourne.

Para quem não conseguiu comprar ingresso para nenhum dos shows desta turnê, a notícia não é boa. Um já tão esperado retorno para o Brasil não foi garantido. "Não vou fazer promessas. Estamos aqui agora e vamos aproveitar. O Tony está lutando contra um linfoma e está indo bem até agora. Vamos esperar por ele. Estamos cruzando os dedos para dar tudo certo", disse Ozzy.

Nesse caso, o jeito é esperar o lançamento do DVD da turnê, intitulado “Black Sabbath: Live… Gathered in Their Masses”. O disco foi gravado no início da agenda, durante a passagem pela Austrália, e o lançamento está marcado para o dia 26 de novembro.

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