Análise estatística mostrou que, em média, há um planeta orbitando cada estrela

Ilustração mostra como planetas são comuns  na Via Láctea
ESO/M. Kornmesser
Ilustração mostra como planetas são comuns na Via Láctea
Há mais planeta que estrelas na Via Láctea e a presença deles orbitando estrelas é uma regra, e não exceção. Foi o que concluiu uma equipe de astrônomos após seis anos de pesquisa em busca de um milhão de estrelas. A equipe demonstrou que, em média, cada estrela tem, pelo menos, um planeta em sua órbita.

“Foi uma boa surpresa descobrir que planetas são tão numerosos quanto estrelas no universo”, disse ao iG Arnaud Cassan, do Instituto de Astrofísica de Paris e autor principal do estudo publicado no periódico científico Nature.

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A equipe de astrônomos procurou exoplanetas – planetas fora do Sistema Solar - a partir de um método que pode detectar planetas de diferentes tamanhos e até mesmo aqueles que estão posicionados muito longe de suas estrelas. Eles também fizeram uma análise estatística da quantidade de planetas em torno de estrelas a uma distância que variava de 0,5 a 10 AU (1 AU é o equivalente a distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros).

O resultado do estudo mostra que cerca de 65% das estrelas tem planetas com massa de 5 a 10 vezes a da Terra, chamadas de Super-Terra; 52% estão na faixa de 10 a 30 vezes a massa do planeta azul; e 17% possuem de 0,3 a 10 vezes a massa de Júpiter. “Já sabíamos que planetas com massas menores eram muito mais frequentes que os planetas gigantes. Este novo resultado traz esperança de que o futuro nos traga um grande número de planetas pequenos, sendo que muitos deles similares à Terra”, explicou Cassan.

Vida extraterrestre
A possibilidade de encontramos mais planetas similares à Terra não significa, porém, que aumentou a chance de encontrarmos vida extraterrestre. “Neste momento sabemos tão pouco que não é possível ter uma resposta clara à esta pergunta. Para sabermos se a existência de vida no universo é comum teríamos de saber muito mais sobre a probabilidade de um planeta na zona habitável ter realmente vida. Não é impossível que este probabilidade seja tão pequena que mesmo com um número tão grande de planetas a vida seja quase única no universo.”, pontuou Cassan.

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