As alternativas da energia

Quais são as fontes renováveis de energia e quando elas poderão substituir o petróleo e outros combustíveis fósseis

Giuliana Miranda, especial para o iG |


A procura por formas limpas e renováveis de gerar energia nunca recebeu tanta atenção – e investimento – como agora. Essas iniciativas cresceram mais de 15% entre 2007 e 2008 em todo mundo, movimentando US$ 120 bilhões, e este crescimento superou pela primeira vez foi maior que a expansão do uso combustíveis fósseis na Europa e nos Estados Unidos. Embora algumas técnicas já estejam em estágio avançado, como a do etanol, boa parte dos projetos são apostas em tecnologias experimentais e ainda sem viabilidade econômica.

Nesse campo, porém, o Brasil larga na frente. O país tem 87% de sua energia proveniente de fontes renováveis, enquanto no resto do mundo a média é de 18%. O país domina como nenhum outro a geração de álcool combustível, além de ter grande experiência com usinas hidrelétricas, de onde vêm mais de dois terços da eletricidade nacional. Embora tenha condições climáticas para avançar em outras tecnologias, como as energias eólica e solar, os resultados ainda são modestos e, com a descoberta das gigantescas reservas de petróleo do pré-sal, especialistas temem que elas fiquem em segundo plano.

No resto do mundo, a queda do preço do petróleo também preocupa os ambientalistas, que advertem para a redução nos investimentos nas energias renováveis. Ainda assim, os maiores poluidores do mundo, Estados Unidos e China, têm puxado a expansão dos combustíveis renováveis. O país asiático duplicou, pelo quinto ano consecutivo, sua capacidade de gerar energia eólica. Os americanos apostaram em novas tecnologias de etanol e em outras menos tradicionais, como a Bloom Box – uma espécie de pilha que usa o ar para gerar energia continuamente – que abriu uma nova perspectiva no setor.

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