Mulher sofreu sequestro relâmpago em novembro e afirmou que lhe roubaram cerca de R$ 6 mil; a loira usava uma bolsa Louis Vuitton durante o crime

Priscila Amaral, uma das integrantes da
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Priscila Amaral, uma das integrantes da "gangue das loiras"
Uma das vítimas da “gangue das loiras” afirmou nesta quarta-feira que reconheceu o grupo após ver em reportagens que eles se apelidavam de “Bonnie e Clyde”, em referência à famosa dupla que praticava assaltos nos Estados Unidos na década de 30.

“Eu vi que o apelido era Bonnie e Clyde e lembrei que as pessoas que me sequestraram se chamavam assim o tempo inteiro”, contou a mulher ao iG sem se identificar. Ela disse que não foi agredida pela dupla.

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Loiras da gangue eram amigas de Facebook

A vítima suspeita que a loira que a abordou é Priscila Amaral “A cor do cabelo dela me chamou muita atenção. Ela usava óculos de grau e tinha uma bolsa da Louis Vuitton”, afirmou a vítima.

Segundo ela, o homem tinha "marcas de acne" na pele do rosto e uma marca de brinco alargador na orelha. Ela não reconhecei o Wagner Gonçalves como sendo o sequestrador.

Uma das integrantes da "gangue das loiras", Carina Vendramini, foi presa na última sexta-feira . O marido de outra suspeita foi preso nesta quarta, mas liberado depois de não ter sido reconhecido. O grupo é suspeito de praticar roubos e sequestros relâmpagos desde 2008.

A vítima contou que no dia 15 de novembro foi ao hipermercado Extra, da avenida Washington Luís próximo ao Aeroporto de Congonhas. Quando estacionava o carro foi abordada por um casal armado. A dupla entrou no carro, a mulher atrás e o homem na frente, e ela saiu dirigindo do estacionamento.

Os suspeitos pegaram todos os cartões de crédito da vítima e o homem anotou as senhas em um papel. Primeiramente, passaram por um banco Itaú. Como era feriado, o banco estava fechado e o caixa eletrônico não estava disponível.

Então foram para o Shopping Interlagos, na zona sul de São Paulo. A loira desceu do carro, foi para um banco e sacou R$ 500 do caixa eletrônico e depois mais R$ 500 de outro caixa. Enquanto isso, o homem ficou com a vítima. A loira então ficou fazendo as compras no shopping.

A vítima informou que quando recebeu a fatura viu que eles gastaram entre R$ 5 mil e R$ 6 mil em aparelhos eletrônicos. Ela não conseguiu reaver o dinheiro.

Ao saírem do shopping, a dupla pediu para ela parar o carro, o casal desceu e pediu para a mulher não olhar para trás.

Integrantes da 'Gangue das Loiras', que realizava sequestros relâmpagos em São Paulo
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Integrantes da 'Gangue das Loiras', que realizava sequestros relâmpagos em São Paulo

Instituição

Outra vítima que prestou depoimento nesta quarta afirmou que a ação do casal que a sequestrou foi a mesma. Sem se identificar, ela explicou que no dia 19 de novembro, por volta de 16h, tinha acabado de estacionar o carro no supermercado Carrefour, da avenida Ricardo Jafet, na zona sul de São Paulo, quando foi abordada pela dupla.

"Eu estava saindo do carro, o homem me puxou para dentro e a mulher entrou atrás". Ela contou que os dois estavam armados, mas que não foi agredida. "Ele dizia que queria lesar a instituição, que era só eu ajudar que não iriam fazer nada."

A vítima foi levada para o shopping Interlagos e ficou no estacionamento por quatro horas enquanto a loira e o homem se revezavam para fazer as compras. Segundo ela, eles gastaram cerca de R$ 10 mil em equipamentos eletrônicos.

A mulher relatou que a loira usava muitos anéis e o que o homem estava bem vestido, usando uma jaqueta de couro marrom. Essa vítima também não reconheceu Wagner Gonçalves como sendo o sequestrador.

A partir desses depoimentos, a polícia trabalha com a hipótese se mais dois homens fazerem parte da quadrilha. 

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