Protesto contra a Copa do Mundo reúne 15 mil pessoas em São Paulo

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Organizado pelo MTST, "Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo" fechou vias da cidade, mas ocorreu sem incidentes violentos

No terceiro ato "Copa Sem Povo, Tô na Rua de Novo", organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), milhares de pessoas caminharam a partir da zona oeste de São Paulo em direção à ponte estaiada Octávio Frias Filho, na zona sul, nesta quinta-feira (22). O monumento é o principal símbolo da região do Brooklin, um dos maiores centros financeiros da capital paulista.

Manifestantes caminham à Marginal Pinheiros em protesto convocado pelo MTST, na quinta-feira (22). Foto: Futura PressCerca de 15 mil pessoas participaram da manifestação, segundo a PM. Foto: Futura PressManifestantes avistando a Ponte Estaiada Octávio Frias Filho, na Marginal Pinheiros. Foto: Facebook/ReproduçãoManifestantes se aproximam da Ponte Estaiada Octávio Frias Filho, na Marginal Pinheiros. Foto: Facebook/ReproduçãoManifestantes atravessam a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira, na noite desta quinta-feira (22). Foto: Facebook/ReproduçãoProtesto teve início no Largo da Batata, na zona oeste da capital paulista. Foto: Facebook/ReproduçãoDe lá, os manifestantes partiram em direção à Marginal Pinheiros. Foto: Facebook/ReproduçãoO objetivo do grupo era chegar à Ponte Octávio Frias Filho, símbolo de um dos pólos financeiros da capital. Foto: Facebook/ReproduçãoFoi terceiro ato contra o Mundial às vésperas da Copa do Mundo. Foto: Manifestação MTST - 22-05-2014Manifestantes fecham pista da Faria Lima em caminhada rumo à zona sul de SP. Foto: Facebook/ReproduçãoNúmero de participantes aumentou ao longo do protesto; estimativa inicial de 2 mil subiu para 15 mil ao fim da manifestação. Foto: Facebook/Reprodução

Os protestos foram iniciados no Largo da Batata, em Pinheiros, e de lá partiram sentido-Marginal Pinheiros pela Avenida Cidade Jardim com cerca de 15 mil pessoas, de acordo com informações da Polícia Militar. Os organizadores estimam o número em 32 mil participantes.

A manifestação foi pacífica, sem qualquer incidente violento. Diferente de outros protestos, não houve feridos e ninguém foi preso.

Além de integrantes do MTST, a manifestação contou com a presença de membros de outros grupos sociais, como o Comitê Popular da Copa e o Movimento Passe (MPL), responsável por desencadear as maiores passeatas realizadas em 2013. A mais marcante delas, no dia 20 de junho, teve trajeto semelhante à de quinta-feira. 

Ao vivo: Acompanhe imagens ao vivo da manifestação em São Paulo

Leia também: MTST muda estratégia e concentra protesto contra a Copa nesta quinta-feira

Segundo a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET), o congestionamento na capital chegou, às 19h, a 240 km, quarto maior índice neste ano. Por volta das 19h30, a Marginal Pinheiros sentido-Interlagos teve suas pistas completamente interditadas - o que, no entanto, não afetou o trânsito do resto da cidade, que diminuiu para 203 km no horário. Os carros foram liberados no local por volta de 20h45, pouco depois da chegada dos manifestantes à Estaiada, de onde dispersaram por volta das 22h.

Um cordão de homens da PM a pé e diversas viaturas acompanharam os manifestantes ao longo de todo o trajeto, tanto à frente quanto atrás deles.

A atual campanha contra a Copa do Mundo, cujo foco é criticar os investimentos públicos com o Mundial em detrimento à preocupação das autoridades com moradias populares, foi iniciado no dia 8 de maio. Na ocasião, houve ocupação da sede de grandes empreiteiras relacionadas ao torneio, e, no dia 15, bloqueio de várias avenidas de São Paulo e outras cidades do País.

Dia 8: Movimentos sociais ocupam sedes de três construtoras em São Paulo

Dia 15: Protestos fecham avenidas e rodovia de São Paulo

De acordo com o MTST, entre as pautas dos atuais protestos estão o "controle público do reajuste de aluguéis urbanos estabelecendo o índice inflacionário como teto dos reajustes"; "uma política federal de prevenção de despejos forçados, com a formação de uma comissão de acompanhamento; "mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida, fortalecendo a modalidade entidades e de regras que estimulem melhor localização e maior qualidade das obras".

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