‘Ele dizia que era o último dia de aula dele e que não voltaria’, diz delegado

Por Wanderley Preite Sobrinho - iG São Paulo | - Atualizada às

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Informação foi confirmada por outro amigo de escola do menino suspeito de se suicidar após matar a família inteira

Eduardo Ferreira/Futura Press
"Tudo indica que o menino seja o responsável. Só vou dizer que é o Marcelo na ultima linha do inquérito", explicou o delegado Itagiba Vieira Franco

O delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) disse nesta quinta-feira (8) que um outro amigo de escola de Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de se suicidar após matar os pais, a avó e a tia na Vila Brasilândia, zona norte da capital paulista, contou que o menino falava “frequentemente” que era seu último dia de aula.

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“Frequentemente o garoto dizia que era o último dia de aula dele e que, no dia seguinte, não voltaria. Tudo indica que o menino seja o responsável. Só vou dizer que é o Marcelo na ultima linha do inquérito”, afirmou Franco. O delegado também pediu para a imprensa parar de se levar pela única foto divulgada do menino, que é antiga. “Ele era um garoto forte, com mais de 1,60 metro. Não é uma criança de um metro de altura”, disse.

Ainda segundo o delegado, um policial militar que era amigo da família confirmou que Marcelo, apesar da idade, sabia “dirigir e atirar”. “O garoto sabia dirigir porque o pai e a mãe ensinaram e a atirar porque o pai ensinou”, contou Franco sobre o depoimento do homem que chamou apenas de “PM Neto”. Este policial militar foi o primeiro a chegar na cena do crime, na segunda-feira (5).

O depoimento de um dos melhores amigos de Marcelo já havia revelado, na terça-feira (6), que o menino costumava falar sobre matar os pais, fugir de casa com o carro da família e ser matador de aluguel. "Ele sempre me chamou para fugir de casa para ser matador de aluguel. Ele tinha plano de matar os pais enquanto eles dormissem e fugir com o carro", teria afirmado o amigo para a polícia.

Polícia faz perícia na casa da família de PMs, assassinados na Vila Brasilândia. Foto: Edison Temoteo/Futura PressCâmeras de segurança mostram momento em que garoto vai à escola no início da manhã de segunda-feira (05). Foto: Futura PressFoto em site de relacionamento mostra casal de policiais militares e o filho. Foto: ReproduçãoCarro da polícia patrulha a rua da residência onde foram encontrados os cinco corpos (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressViatura policial em frente a residência no dia (06), na Vila Brasilândia. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGCasa onde foram encontrados os cinco corpos no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente a casa na Brasilândia, na manhã de terça-feira (06/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressParte do portão e do muro da casa onde o corpos foram encontrados, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressA porta de entrada da casa do policias encontrados mortos na segunda-feira (05/08). Foto: Marcos Bezerra/Futura PressAuto de lacração na casa onde foram encontrados os cinco corpos. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressDetalhe do portão da casa do policiais mortos em São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressCasa onde foram encontrados os cinco corpos na segunda-feira (05/08), no bairro da Brasilândia, zona norte da cidade de São Paulo. Foto: Marcos Bezerra/Futura PressPoliciais em frente ao portão da casa na tarde de terça-feira (06), em São Paulo . Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGFachada da escola onde estudava o menino de 13 anos. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGA escola do garoto também fica na zona norte de São Paulo. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGO delegado Itagiba Vieira Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso . Foto: Eduardo Ferreira/Futura PressO delegado geral da Polícia Civil, Luiz Mauricio Blazeck chegando ao DHPP, na quinta-feira (8). Foto: Futura PressColégio Stella Rodrigues, na zona norte de São Paulo, onde estudava o garoto . Foto: Futura PressResidência da família Pesseghini amanheceu pichada na sexta-feira (09). Foto: Futura PressPedestres caminham e observam a casa número 42 da família Pesseghini, na sexta-feira (09). Foto: Carolina Garcia/iG São PauloFachada do colégio onde o menino estudava em São Paulo, uma semana depois do crime. Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação em frente ao colégio na volta às aulas (12/08). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMovimentação de policiais em frente a escola na Freguesia do Ó, em São Paulo, nesta segunda-feira (12). Foto: Wanderley Preite Sobrinho/iGMuros da casa pichados nesta manhã de segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoPara chegar até a casa, pichadores precisaram pular os muros. Foto: Wandeley Preite SobrinoCasa ao lado direito da residência dos Pesseghini também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoPortão da casa estava pichado desde a semana passada.. Foto: Wandeley Preite SobrinoMuro em frente à casa onde ocorreu o crime também foi pichada. Foto: Wandeley Preite SobrinoDona da casa reclamou das pichações em seu muro. Foto: Wandeley Preite SobrinoNotícia do crime completa uma semana nesta segunda-feira (12). Foto: Wandeley Preite SobrinoMoradora tenta apagar as pichações no muro de sua casa. Foto: Wandeley Preite SobrinoOração fixada no portão da casa onde aconteceu as cinco mortes em São Paulo. Foto: Wandeley Preite Sobrino

Linha de investigação

O delegado também aproveitou a coletiva de imprensa para criticar "opinões" de especialistas que constestam o fato do DHPP ter o menino como único suspeito do crime. Itagiba Vieira Franco disse que está "se lixando" e que, se tiver pistas que apontem para outros suspeitos, ele irá investigar.

“Eu estou absolutamente sereno, essa contestação é normal porque se tornou um caso mundial. Ela (a investigação) ganhou um vulto que não se esperava, não estou me importando com opiniões. Se amanhã alguém fornecer nova pista, eu vou investigar. A família (por exemplo) forneça uma pista. Não estamos escondendo nada. A família não poder ter em mim um inimigo. Na televisão já tem um monte de especialista dando opinião. Eu estou me lixando para o que eles estão dizendo. Eu ouço o coração. Se eu estiver errado, eu venho a público e digo: ‘eu errei’. Tenho hombridade e honestidade para fazer isso”, disse.

Itagiba direcionou sua entrevista aos familiares, por conta de parentes dos cinco mortos que não aceitam as conclusões da investigação da Polícia Civil, que aponta o menino de 13 anos como o autor do crime.Apesar disso, ele voltou a reforçar a linha de investigação.

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O tio-avô do adolescente, Sebastião de Oliveira Costa, chegou a pedir, por exemplo, para que o DHPP “abra a investigação”. “Eu pedi para o delegado [Itagiba Franco] avaliar outras possibilidades, mas ele é o primeiro a acusar meu sobrinho.”, disse na quarta-feira (8) ao iG.

Mais cedo, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Mauricio Blazeck, também confirmou que a polícia está ouvindo pessoas próximas às vítimas do crime apenas para tentar esclarecer a motivação do crime. "Nós já sabemos onde, como e quem, mas não temos a motivação"


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