Mais três acusados de envolvimento na morte de Patrícia Acioli são condenados

Por O Dia |

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Três acusados de participar da morte de juíza em agosto de 2011 foram condenados a mais de 20 anos de prisão. Outro PM já tinha sido condenado a 21 anos de detenção

 O 3º Tribunal do Júri, de Niterói, condenou os três policiais militares acusados de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli. Os cabos Jefferson Araújo Miranda e Jovanis Falcão foram punidos com 26 anos e 25 anos e seis meses de prisão respectivamente pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e formação de quadrilha armada.

Outro julgamento: PM é condenado a 21 anos de prisão pela morte da juíza Patrícia Acioli

Luiz Roberto Lima/Futura Press
Réus que são julgados nesta terça por envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli

O soldado Júnior Cezar Medeiros, por supostamente obedecer ordens, foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão. A magistrada foi assassinada com 21 tiros em agosto de 2011, na porta de casa, em Piratininga, Niterói. “Uma mãe que sepulta uma filha, também sepulta uma parte de si mesmo”, disse o juiz Peterson Barroso durante a leitura da sentença.

Esta quarta-feira foi o segundo julgamento do caso. No primeiro, em dezembro, o cabo Sérgio da Costa Júnior, que confessou participação na morte e colaborou com as investigações, foi condenado a 21 anos de prisão. Ainda faltam a ir a júri popular outros sete acusados, entre eles, o ex-comandante do 7º BPM (São Gonçalo) tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, e o tenente Daniel Benitez, presos em unidade federal.

Foram ouvidas 16 testemunhas, entre elas, o ex-comandante da PM coronel Mário Sérgio Duarte, chamado pela defesa que criou polêmica ao criticar parte das investigações. "Não vejo diferença entre esses policiais e traficantes. O pior é que nós pagamos os salários deles", enfatizou o promotor Leandro Navega.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando o advogado Técio Lins e Silva, assistente da acusação, leu para os jurados a frase: 'para o triunfo do mal só é preciso que homens bons não façam nada', do filósofo Edmund Burke.

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