Ex-deputado federal, Roberto Jefferson, ao lado do presidente Jair Bolsonaro
Reprodução/ Metrópoles
Ex-deputado federal, Roberto Jefferson, ao lado do presidente Jair Bolsonaro

O candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL)  disse, nesta segunda-feira (24), que não tem vínculo com as ações do  ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) . No domingo (23), o presidente chegou a dizer que "não existe qualquer ligação" entre ele e o ex-parlamentar e que não há "foto" dos dois - entretanto, há registros que mostram a existência de uma relação entre eles nos últimos anos.

"O que eu tenho a ver com o Roberto Jefferson? Eu tenho vários amigos pelo Brasil, se algum faz uma besteira, o que eu tenho a ver com isso? (...) O que eu tenho a ver com o Roberto Jefferson dar tiro nos outros, meu Deus do céu? Pelo amor de Deus", disse Bolsonaro em entrevista ao Metrópoles .

Questionado sobre aliança com o ex-parlamentar, o mandatário disse que não conversava sobre eleições com o ex-chefe do PTB.

"Ele [Roberto Jefferson] teve candidato à presidência da República. Eu fiquei sabendo do Padre naquele dia quando faltou o Lula [no debate], ou melhor, quando faltou um candidato ali, ele entrou naquela vaga. Eu nunca conversei com Roberto Jefferson sobre eleições", afirmou Bolsonaro.

O presidente reiterou ainda que o ex-deputado não é seu amigo.

"'Ai, ele é amigo do Bolsonaro'. Ué, amigo? Que no dia 16 de setembro entrou com uma queixa-crime contra mim no Superior Tribunal Militar. Que amigo é esse? Agora, o que eu sabia é que ele queria que eu fizesse certas coisas que eu não vou fazer. Não veio pessoalmente falar nada comigo no tocante a isso. (...) Essa pessoa é minha amiga? O que eu tenho a ver com as ações dela? Nada", explicou o mandatário.

Bolsonaro afirmou que mandou o  ministro da Defesa, Anderson Torres  ir até o Rio de Janeiro  para a prisão de Roberto Jefferson "ser feita o mais rápido possível".

"O Roberto Jefferson tinha tudo para continuar a sua batalha pela liberdade, agora, quando ele atira em direção aos policiais, atira uma granada, que seja granada de efeito moral, ele perdeu completamente a razão e vai responder agora por tentativa de homicídio. Lamento, mas não posso concordar com isso."

Entenda o caso

Na manhã de ontem,  a Polícia Federal foi até a casa de Roberto Jefferson , em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro, para cumprir um mandado de prisão determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O ex-parlamentar, no entanto,  resistiu à detenção por oito horas e ainda trocou tiros com os agentes .

Na ocasião, Jefferson jogou duas granadas. De acordo com o sistema do Exército, a licença dele estava suspensa e ele não poderia ter ou transportar armas fora de Brasília. Devido ao descumprimento, o Exército abriu um processo administrativo para investigar o caso. A PF também instaurou um inquérito na esfera criminal.

Jefferson só se entregou à noite, por volta das 19h. O ex-presidente do PTB estava em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e precisou voltar ao sistema penitenciário após decisão de Moraes. Agora, ele está detido no presídio de Benfica, na Zona Norte do Rio, e  aguarda audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (24) na Justiça Federal.

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