Arthur do Val (Podemos)
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Arthur do Val (Podemos)

Os áudios vazados do deputado Arthur do Val (Podemos), conhecido como Mamãe Falei, em que afirma que mulheres ucranianas são "fáceis porque são pobres" , repercutiu na mídia internacional. O jornal The Guardian publicou neste domingo uma reportagem sobre o caso, relatando que Do Val enfrenta pedidos de renúncia pelos comentários “insensíveis e misóginos sobre refugiadas ucranianas durante uma missão supostamente humanitária ao país recentemente invadido”.

No texto o jornal ressalta que o deputado, “proeminente membro da direita brasileira” e ex-apoiador de Jair Bolsonaro, fez uma viagem de três dias à Ucrânia “supostamente para aumentar a conscientização sobre o custo humano do ataque de Vladimir Putin”. O veículo pontuou ainda o apoio de Sergio Moro à viagem de Do Val, que  depois da repercussão do caso veio a romper com o deputado.

As mensagens de Do Val foram tornadas públicas no fim da tarde de sexta-feira . Durante a noite, o ex-ministro Sergio Moro, pré-candidato do Podemos à Presidência, rompeu com o deputado e declarou que nunca dividirá palanque com ele . O Podemos informou ter aberto procedimento disciplinar interno para apuração dos fatos . A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) também prometeu investigar a conduta do parlamentar.

O jornal inglês apontou ainda a volta do deputado ao Brasil no sábado, momento em que descobriu que “havia perdido aliados importantes e sua namorada”. “Depois de três dias ‘sem beber água ou tomar banho’, ele alegou ter ficado ‘excitado demais’”, escreveu o The Guardian . Após o retorno ao país, Mamãe Falei abriu mão de sua candidatura ao governo de São Paulo .

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Ainda no sábado, a Sociedade Ucraniana do Brasil (Subras) divulgou nota afirmando que os áudios são "repugnantes e tenebrosos" e é um ato de desrespeito e ataque às mulheres.

"Ele ofende não só as que foram citadas, mas a todas. Atinge também nossa origem e história, já tão agredidas por diversas frentes em diferentes épocas. Aproveitar-se de fragilidades de qualquer nível em um estado de guerra é, além de condenável, desumano", diz o documento.

A Subras cobra ainda resposta sobre a atitude do deputado, "que não deve ter espaço na vida pública".

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