Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro, vice-presidente e presidente da República
Valter Campanato/ Agência Brasil
Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro, vice-presidente e presidente da República

O presidente Jair Bolsonaro (PL) não gostou de ver a declaração do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) sobre a guerra na Ucrânia . Na manhã desta quinta-feira (24), o general disse à imprensa que o Brasil não está neutro no conflito porque não concorda com a invasão da Rússia ao território ucraniano.


Bolsonaro, então, citou o artigo 84 da Constituição Brasileira para ressaltar que "quem fala sobre esse assunto é o presidente e o presidente chama-se Jair Messias Bolsonaro". O artigo em questão diz justamente que “manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos” é tarefa privativa do presidente da República.


"Então, com todo respeito a essa pessoa que falou isso - e eu vi as imagens, falou mesmo -, está falando algo que não deve, não é de competência dela, é de competência nossa", frisou em sua tradicional live de quinta, hoje ao lado do ministro das Relações Exteriores, Carlos França, nas redes sociais.


Bolsonaro disse que só se pronunciaria sobre o assunto após consultar França e o ministro da Defesa, Braga Netto. "Quero ouvir pessoas que realmente são ministros pra tratar desses assuntos", pontuou, em seguida acrescentando que "mais ninguém fala".

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Mais cedo, ele usou o Twitter para comentar a crise no leste europeu e se limitou a dizer que está  empenhado em proteger os brasileiros que estão na Ucrânia. Antes disso, o Itamaraty já havia se posicionado, também sem condenar os ataques.


A pasta disse  acompanhar a situação "com grave preocupação" e defendeu uma saída diplomática. As manifestações de repúdio ficaram por conta das Comissões de Relações Exteriores do Congresso Nacional .


Guerra na Ucrânia

Nesta quinta-feira, a  Rússia atacou a Ucrânia após meses de tensão por não aceitar a aproximação do país com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O governo ucraniano demonstrou interesse em integrar a Otan, braço armado do Ocidente, criado para se opor à extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Mas o governo de Vladimir Putin não admite essa associação em sua zona de influência.

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** Ailma Teixeira é repórter nas editorias Último Segundo e Saúde, com foco na cobertura de política e cidades. Trabalha de Salvador, na Bahia, cidade onde nasceu e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 2016. Em outras redações, já foi repórter de cultura e entretenimento. Atualmente, também participa do “Podmiga”, podcast sobre reality show, e pesquisa sobre podcasts jornalísticos no PósCom/Ufba.

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