Presidente do PSD, Gilberto Kassab, cumprimenta o ex-presidente Lula
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Presidente do PSD, Gilberto Kassab, cumprimenta o ex-presidente Lula


Após se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início da semana, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, considerou nesta quarta-feira que o partido pode apoiar o petista no primeiro turno da eleição. Embora ainda resista a abrir mão da candidatura própria, Kassab disse que "não pode dizer que (a hipótese de apoiar Lula) é impossível".

— Nós temos alguns companheiros que são aliados do PT. Se eu falar que os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Omar Aziz (PSD-AM) e o deputado Fábio Mitidieri (PSD-SE) não torcem por uma aliança (com o PT) no primeiro turno, eu não estaria falando a verdade. Em respeito a esses companheiros tão importantes não posso dizer que é impossível a gente ter uma aliança em primeiro turno — disse Kassab, após filiação do deputado Marcelo Ramos (PSD-AM), na Câmara.

Em seguida, o presidente do PSD ponderou que é "praticamente certo" que a sigla terá candidato próprio à presidência. Ele reforçou que os cotados são o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que terá até o período da janela partidária, em março, para decidir se entrará na disputa; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) , que teria que mudar de legenda.

Nos bastidores, porém, os dois demonstram resistência em participar da corrida eleitoral.

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— Evidente que temos a expectativa de estar no segundo turno com o nosso candidato, e, se estivermos, queremos contar com o apoio do PT.

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E acrescentou:

— O presidente Lula sabe que, caso o PSD não esteja no segundo turno, ele sabe que muito possivelmente, porque não posso falar em nome do partido, caso exista esse segundo turno em que estejamos ausentes, que ele terá muito possivelmente o nosso apoio.


Segundo Kassab, ele mantém um diálogo permanente e tranquilo com Lula. Na última segunda-feira, os dois estiveram juntos em São Paulo.

Questionado sobre o encontro, Kassab disse que não houve a menor menção sobre uma aliança porque seria inadequado por parte do ex-presidente abordar o assunto considerando que o PSD tem intenção de ter candidatura própria.

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