Flávio Bolsonaro: Jair não promoveu ruptura
Carolina Antunes/PR
Flávio Bolsonaro: Jair não promoveu ruptura "pelo bem do Brasil"

senador e filho do presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou em entrevista à revista Veja que "não há nenhuma possibilidade" de seu pai tomar alguma atitude que seja "fora da Constituição". O parlamentar ressaltou, ainda, que não houve ruptura institucional no país pois Jair zela "pelo bem do Brasil".

"Todo mundo estava acreditando que o presidente iria causar uma ruptura institucional. Aliás, era o que muita gente queria, e ele, em sua sabedoria, não o fez pelo bem do Brasil. Tinha conselheiro dizendo que o presidente não devia mais ceder, que o Supremo havia ultrapassado o limite, que acabou (…). Se o presidente fosse fazer o que essas pessoas queriam, teríamos um ditador aqui", afirmou o congressista.

Embora o senador não tenha revelado a identidade do "conselheiro" que promovia um golpe no país, Flávio mencionou o ex-presidente da Câmara dos Deputados,  Rodrigo Maia (sem partido), ao afirmar que "havia uma conspiração em andamento para derrubar o presidente".

"Havia pessoas trabalhando nos bastidores para derrubar o presidente, como o deputado Rodrigo Maia. Sabemos que ele tentou atrair ministros do Supremo para um plano que previa criar uma armadilha que levaria ao impeachment do presidente. Ele falou com alguns ministros do Supremo, e um deles me contou. Obviamente não posso falar nomes senão me complica, não vou ter como provar e vou expor o ministro", alegou Flávio.

Moro, o traídor

O político também aproveitou a entrevista para criticar o  ex-juiz e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Podemos). Segundo o filho de Jair, Moro pode ser considerado um "traidor" por não ter uma "identidade ideológica" compatível com o governo federal.

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"Descobrimos que ele não tinha uma identidade ideológica com o nosso governo. Ao contrário. Ele entendia que o governo estava equivocado e causava em questões como o armamento. Ele trabalhou diretamente contra isso, boicotou. Tentou trazer para o governo pessoas que defendem o aborto e a legalização de drogas, pautas sagradas para nós. É uma pessoa antipática, inconfiável, que não tem palavra, não tem lado", disse o parlamentar.


Centrão

Questionado sobre a proximidade do governo com o Centrão, Flávio afirmou que esta é uma expressão perjorativa que passou a ser utilizada no governo do PT "porque a negociação era um 'toma lá dá cá' com mala de dinheiro, corrupção", mas hoje é uma "relação republicana".

O senador considera, ainda, que a situação de  Valdemar Costa Neto - condenado por corrupção e lavagem de dinheiro -, não deve ser comparada com a do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT).

"Valdemar foi condenado por uma situação que lá atrás era corriqueira na política. Ele pagou por isso e hoje está quite com a Justiça. Não deve nada, não tem processos contra ele. É diferente do ex-presidiário Lula, que não pagou pelos seus crimes, tinha ingerência direta nas roubalheiras em seu governo".

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