Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)
Pedro França/Agência Senado
Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai ouvir o ex-chefe de gabinete do ex-presidente do Senado Federal, Paulo Augusto de Araújo Boudens, na próxima sexta-feira (17), sobre o  suposto caso de 'rachadinha' no gabinete do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

"Com o processamento da referida notícia de fato, por meio de requisições e levantamento de informações, caso surjam indícios de possível prática de ilícitos penais pelo noticiado, poderá ser requerida a instauração de inquérito nesse Supremo Tribunal Federal para a produção de provas da materialidade e indícios de autoria", afirmou a PGR.

Alcolumbre foi acusado por seis ex-funcionárias de seu gabinete de cometer a prática de 'rachadinhas', onde os assessores são obrigados a devolver parte do salário — de forma irregular — para o parlamentar . Como revelado pela revista Veja , a prática, da qual o senador Flávio Bolsonaro e outros membros da família são investigados no Rio, movimentou cerca de R$ 2 milhões para Alcolumbre.

Os seis funcionários do senador tinham vencimentos que variavam de R$ 4 mil a R$ 14 mil por mês, mas não recebiam esse dinheiro de forma integral. Segundo o texto da Veja , as mulheres contratadas abriam uma conta no banco, entregavam o cartão e a senha a uma pessoa da confiança de Davi Alcolumbre e, em troca, ganhavam uma pequena parte do próprio salário.

Desde o momento em que o caso veio à tona, o senador tem negado o esquema.

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