Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR)

Nesta terça-feira (23), o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por 13 votos a 6, o arquivamento do processo contra o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Casa .

O relator do processo, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), pediu para adiar a entrega do relatório ao menos quatro vezes e apresentou o parecer pelo arquivamento da representação no último dia 3. Deputados pediram vista e a análise foi adiada para hoje.

Na ocasião, em sua defesa, Barros apresentou um vídeo com depoentes negando ligação com ele durante a CPI da Covid no Senado. "A investigação confirmou que eu não tinha o envolvimento. Por isso, processei o senador Renan Calheiros por denunciação caluniosa e abuso de autoridade. Eles fizeram todo o tipo de investigação e não encontraram nenhum indício de materialidade e mesmo assim fizeram a denúncia no relatório [da CPI]", disse Barros.

O relator afirmou que, para a decisão, também se baseou no fato de ele ser base do governo. "Havia um direcionamento para atingir o presidente da República. Eu busquei olhar a vida do ministro e do deputado Ricardo Barros, hoje líder do governo na Casa. Cheguei à conclusão do relatório [pelo arquivamento]. Entendemos aqueles colegas que, por suas convicções, não poderão seguir o voto que eu relatei", acrescentou Madureira.

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Em relatório entregue no início do mês, Madureira havia destacado as conexões feitas pela CPI em relação a Barros, como o caso da Covaxin — vacina indiana contra a Covid-19 —, a emenda que proporcionou a compra do imunizante pelo Ministério da Saúde, a indicação da servidora Regina Célia (que era fiscal do contrato) e as supostas ligações com o empresário  Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos.

No entanto, o relator disse que a Comissão não conseguiu comprovar essas possíveis ligações, com base na defesa do líder do acusado.

A Precisa intermediou a compra da vacina indiana Covaxin junto ao Ministério da Saúde. O contrato foi cancelado em julho após a CPI denunciar suspeitas de irregularidades.

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