Presidente do PL, Valdemar Costa Neto
Reprodução/ Twitter
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto


Em negociação para filiar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o Partido Liberal não fechou as portas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, disse ao petista que não poderia deixar de estar ao lado de Bolsonaro na eleição, mas adiantou que estará aberto a apoiar o PT caso Lula seja eleito em 2022.


A conversa, segundo a coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo, aconteceu na primeira semana de outubro, em Brasília. Um mês depois, Valdemar anunciou a filiação de Bolsonaro ao PL, ato agora indefinido.


Na manhã deste domingo (14), o partido cancelou o evento de filiação , marcado para o próximo dia 22, e disse que a decisão foi tomada "em comum acordo" após "intensa troca de mensagens" com o presidente da República durante a madrugada. Antes disso, Bolsonaro já havia dito que tem "muita coisa a conversar" com Valdemar e que o "casamento" com o PL poderia "atrasar um pouco".

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De acordo com o jornal, um dos motivos que dificulta a filiação é a divergência sobre as alianças regionais do PL , principalmente nos estados onde há acordos com legendas de oposição ao governo federal. Outro ponto de conflito é a eleição para o governo de São Paulo — Bolsonaro não quer que o PL apoie a candidatura do atual vice-governador do estado, Rodrigo Garcia (PSDB).


Indicação sem moral

O blog conta ainda que Valdemar Costa Neto teve uma indicação rejeitada no governo federal. O político  que já foi condenado no mensalão havia indicado Ricardo Pinheiro para a presidência do Banco do Nordeste. Sua escolha, no entanto, foi vetada pelo governo porque Pinheiro não cumpria a exigência legal de ter participado de dois anos da gestão de alguma instituição financeira.

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