Valdemar Costa Neto, líder do PL
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Valdemar Costa Neto, líder do PL

Valdemar Costa Neto  é um administrador de empresas e político brasileiro, filiado ao  Partido Liberal desde 2000. Costa foi eleito e reeleito Deputado Federal por seis vezes e renunciou ao cargo em 2005 e em 2013. Além disso, o atual presidente do PL, envolveu-se nos escândalos do Mensalão, Lava Jato e Operação Porto Seguro, sendo condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os mandatos de Valdemar ao cargo de Deputado foram nos anos de 1991-1995; 1995-1999; 1999-2003; 2003-2005 e de 2007 até 2013. Quando assumiu a presidência do PL no ano de 2000, passou a ter destaque na política por ser contra aos governos dos ex-presidentes Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso.

Governo Lula

Em março de 2004, Costa Neto aguçou o estopim das primeiras crises internas do governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-deputado era contra o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Valdemar dizia que Palocci  “não entendia nada de economia”, por isso deveria deixar o ministério.

Mensalão

O presidente do PL foi julgado e condenado no escândalo do mensalão a sete anos e dez meses de prisão. Cumpriu pena em regime semiaberto e aberto e cumpriu o resto em casa, usando tornozeleiras. Além disso, ele também recebeu uma multa de 1,6 milhão de reais. 

Em 2015, recebeu indulto do STF e, no ano seguinte, o ministro do STF Luís Roberto Barroso, concedeu liberdade a Valdemar Costa Neto. 

Operação Porto Seguro

No ano 2013, Valdemar foi investigado na Operação Porto Seguro, descoberta em 2012. A operação revelou o político estava envolvido em um suposto esquema de fraudes em pareceres técnicos e em agências reguladoras e órgãos federais. Ademais, o procurador Roberto Gurgel acusou o parlamentar de patrocinar interesses privados perante a administração pública.

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Operação Lava Jato

Durante as investigações da Operação Lava Jato, em 2015, o presidente do PL  foi citado por Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, investigado pela Polícia Federal. Ele contou que Valdemar Costa Neto recebeu 200 mil reais "por fora" e 300 reais mil em doações oficiais, para manter as portas abertas com o PR (antiga sigla do Partido Liberal), que dominava o Ministério dos Transportes. 

Segundo Pessoa, Costa Neto nunca negou sua participação neste caso, mas também não houve provas concretas para condenar o político.

Filiação de Bolsonaro

Nas últimas semanas, o nome de Valdemar Costa Neto foi muito citado pela imprensa, já que o Presidente da República estaria em negociação para filiar-se ao PL. 

Após algumas conversas com outros partidos como Republicanos, Patriota e Progressistas, Bolsonaro confirmou sua filiação ao Partido Liberal. A informação foi dada nesta quarta-feira (11) por Valdemar, líder do partido, que acertou os últimos detalhes em um almoço no Palácio da Alvorada com o presidente. 

Segundo ele, o anúncio da aliança com o chefe do Executivo deverá ser divulgado ainda nesta quarta. A cerimônia oficial deve acontecer no dia 22 de novembro.


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