Presidente do PSD, Gilberto Kassab
Sérgio Lima
Presidente do PSD, Gilberto Kassab

O ex-prefeito de São Paulo e atual presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliou o  discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Sete de Setembro como uma armadilha que restringe o chefe do Executivo a dois possíveis futuros: o impeachment ou a desmoralização.

"Se cumprir o que assumiu em público, de não respeitar as instituições, vai consolidar as condições para o impeachment. Se não avançar nos seus compromissos, ficará desmoralizado. É uma sinuca de bico, na qual ele se colocou", analisou Kassab.

"Se partir para o rompimento com as instituições, cria o ambiente para o impeachment. Se não avançar, foi um blefe e fica a desmoralização dele. Criou uma armadilha para ele mesmo."

O PSD de Kassab integrava a base de apoio do governo Bolsonaro, mas dia após dia vem se distanciando do mandatário . Ontem (7), segundo publicado na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o partido decidiu criar uma comissão de acompanhamento do impeachment do capitão da reserva.

Composta inicialmente pelo senador Nelsinho Trad, líder do PSD no Senado, Antonio Brito, líder do partido na Câmara, e Kassab, a comissão vai analisar os pronunciamentos e a conduta de Bolsonaro para avaliar se adere oficialmente a um  processo de impeachment do presidente da República. 

"Temos avaliações de alguns importantes juristas apontando que apenas as falas, as manifestações, seriam razões suficientes para justificar o processo. Vamos acompanhar a conduta do governo para determinar, ou não, a defesa e o apoio a um eventual processo de impeachment do presidente da República", disse Kassab.

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