Procurador-geral da República, Augusto Aras
Marcos Oliveira/Agência Senado
Procurador-geral da República, Augusto Aras


Após uma cobrança pública da ministra Cármen Lúcia , do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Augusto Aras, informou ao Supremo que abriu uma investigação preliminar em relação aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao sistema eleitoral brasileiro. 

Mais cedo, nesta segunda-feira (16), Cármen Lúcia disse que os ataques ao sistema eleitoral brasileiro feitos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), eram "graves".


Além disso, a magistrada deu prazo de 24 horas para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre uma notícia- crime protocolada no último dia 30 de julho, por um grupo de deputados federais do PT . Algo que ocorreu na noite desta segunda-feira. 

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Notícia-crime 

De acordo com a comunicação feita pelos parlamentares petistas no último dia 30, Bolsonaro deveria ser investigado pela suposta prática de "improbidade administrativa ao utilizar a estrutura da TV Brasil para fazer propaganda eleitoral antecipada  ”. Os deputados também pediram a apuração de outros possíveis crimes: divulgação de mentiras, fake news, charlatanismo, ataques a adversários políticos e gravíssimo ataque institucional ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Aras

Vale ressaltar que Augusto Aras já estava sendo pressionado sobre sua postura em relação às denúncias contra Bolsonaro. 

Um grupo de subprocuradores-gerais da República aposentados, dentre eles o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, enviou ao Conselho Superior do Ministério Público Federal um pedido de investigação criminal contra o atual procurador-geral por suspeitas de prevaricação em sua conduta à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR ), com o objetivo de blindar o presidente Jair Bolsonaro.

Para responder ao pedido de Cármen Lúcia sobre a notícia-crime dos deputados petistas, Aras demorou 13 dias. 


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