Senador Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Pedro França
Senador Renan Calheiros (MDB-AL)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, utilizou sua conta no Twitter para condenar a suposta ameaça que teria sido feita pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, à Câmara, conforme divulgou a reportagem do Estado de S. Paulo.  Em uma série de tweets, Calheiros pediu a exoneração do general da pasta "quanto antes".

"A democracia brasileira é alvo de uma gravíssima ameaça, agora revelada. Ameaça armada, tentativa de amedrontar pelo terror. Braga Netto se revela: foi colocado onde está exatamente para isso, para ameaçar as instituições democráticas", escreveu.

O senador ainda acusou Bolsonaro de querer manter a sociedade "refém de sua obsessão continuísta".

"A população não o quer mais, mostram as pesquisas.O Congresso não deve admitir isso. O Senado, a Câmara dos Deputados e o Judiciário não podem ser ameaçados."

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"As declarações de Braga Netto, irresponsáveis e inconsequentes, ofendem a Constituição e o povo. Ele tem que ser exonerado o quanto antes, removido do posto que ocupa", seguiu o parlamentar.

Segundo a reportagem do Estadão, Braga Neto teria afirmado que não haverá eleições em 2022 caso o voto impresso não seja implementado. No mesmo dia, o presidente da República,  Jair Bolsonaro (sem partido), repetiu a mensagem publicamente: "Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições" .

O ministro da Defesa  desmentiu, por meio de nota oficial, que tenha ameaçado a Câmara a respeito da pauta do voto impresso.

"Em relação a matéria publicada em veículo de imprensa, no dia de hoje, que atribui a mim mensagens, tentando criar uma narrativa sobre ameaças feitas por interlocutores a Presidente de outro Poder, o ministro da Defesa informa que não se comunica com os presidentes dos Poderes por meio de interlocutores. O ministro da Defesa reitera que as Forças Armadas atuam e sempre atuarão dentro dos limites previstos na Constituição", diz a nota.

Os presidentes da Câmara e do Senado,  Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) também se manifestaram após a reportagem. Ambos asseguraram a realização das eleições do ano que vem.

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