Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul
Felipe Dalla Valle/ Palácio Piratini
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul



O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) , aceitou o convite de parlamentares da legenda para rodar o país e se colocar como alternativa à eleição para o Palácio do Planalto em 2022 . Foi o segundo revés sofrido pelo governador João Doria (PSDB), que almeja ser candidato à Presidência, nesta quinta-feira. Mais cedo, os sete senadores tucanos assinaram uma nota a favor da prorrogação do mandato do atual presidente do partido, Bruno Araújo, por pelo menos mais um ano. Doria também desejava o posto.

Treze do 33 deputados da bancada tucana e um senador participaram de um almoço em Porto Alegre com Leite em que pediram ao governador para começar a viajar para outros estados para falar do projeto do partido para 2022 e mostrar as realizações de sua gestão no Rio Grande do Sul. "Viemos fazer esse apelo para que ele possa se dedicar também ao Brasil", disse o deputado Pedro Cunha Lima (PB).

Indagado se aceita se colocar como pré-candidato, Leite evitou o termo e afirmou que o nome será decidido no futuro: "aceitarei a missão de levar essa experiência nas boas conversas que teremos Brasil afora. Tanto quanto desejo também ouvir nas diversas regiões as boas experiências. Para que possamos a partir daí, debater rumos para o Brasil".

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Assim como havia feito em entrevista ao Globo publicada nesta quarta-feira (10), Leite não perdeu a oportunidade de alfinetar João Doria: "a liderança do governador Doria é respeitada e a história que o PSDB tem em São Paulo também. Mas o que se está tratando aqui é da construção de um projeto nacional. O Brasil não se resume a São Paulo".

Em outro momento, deu indiretas sobre a forma como o governador paulista tenta impor as suas vontades ao partido: "não adianta querer mimetizar a prática política de quem hoje governa sendo autoritário, radical ou fazendo valer (as coisas) passando por cima de quem pensa diferente. Se queremos essa agenda de respeito, temos que exercer o respeito dentro do próprio partido".

Após o almoço, em entrevista à colunista Vera Magalhães, na rádio CBN, o governador gaúcho afirmou que o Brasil “precisa de alternativas, no plural”. Sobre Doria, declarou que há respeito mútuo entre os dois, mas reconheceu que não há “ideias idênticas” dentro do PSDB . Ele disse ainda na entrevista que o país precisa de uma política feita sem que se queira “destruir o outro”.

Aliado de Aécio Neves , o deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que preside a sigla em seu estado, era um dos mais entusiasmados com Leite.

"Deixamos Porto Alegre felizes por saber que Leite quer se apresentar mais para o debate nacional. Ele é muito preparado, capaz e poderá aglutinar em torno de si outras forças de centro da política. Com isso, poderá viabilizar um novo protagonismo para o PSDB que deseja voltar a governar o Brasil", afirmou.

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