Presidente Jair Bolsonaro (Sem partido)
Reuters
Presidente Jair Bolsonaro (Sem partido)

O governo federal  defendeu no Supremo Tribunal federal ( STF ) nesta terça (10) que as decisões referentes a vacinação contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) e outras medidas relacionadas à pandemia sejam de responsabilidade do Ministério da Saúde .

Dessa forma, prefeituras e governos estaduais dependeriam da aprovação do governo de Jair Bolsonaro para a tomada de decisões.

"Com base nas medidas adotadas, verifica-se que o Ministério da Saúde vem implementado as ações necessárias para mitigar os efeitos negativos da introdução do vírus no país e viabilizar uma vacina segura e eficaz para a população brasileira", é dito em um trecho do documento entregue ao STF.

Em outubro, o presidente Bolsonaro cancelou o acordo de compra que havia sido anunciado pelo Ministério da Saúde das vacinas produzidas pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

O governo de São Paulo esperava verba do governo federal para financiar a compra das milhões de doses prometidas.

Bolsonaro por diversas oportunidade se disse contrário a vacinação obrigatória. Nesta terça (10), ironizou após a Anvisa interromper o estudo clínico da vacina CoronaVac após a morte de um dos voluntários, contudo, o óbito não tem relação com os testes, a causa de óbito foi suicídio, e afirmou: "é mais uma que Jair Bolsonaro ganha".

Rival político do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), Jair quer impedir a vacinação obrigatória no estado paulista, defendida por Dória.

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