Congresso Nacional
Agência Brasil
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Depois do DEM , o Progressistas (PP) decidiu que também "punirá" deputados que votaram, no ano passado, contra o aumento do fundo eleitoral para 2020.

A executiva do partido montou um grupo, composto por quatro deputados e pela senadora Kátia Abreu (PP-TO), para discutir se parlamentares que votaram contra o fundo eleitoral  deverão ter acesso aos recursos. A conclusão a que se chegou é que, quem votou contra o fundo, terá menos recursos à disposição — houve quem defendesse o bloqueio total, mas a medida adotada será menos radical.

A proposta elaborada pelo grupo será encaminhada à executiva nacional do PP nos próximos dias, quando deverão ser definidas as porcentagens de acesso ao fundo.

Outras punições escalonadas afetarão os parlamentares que se abstiveram na votação, com uma punição média, e os que faltaram à sessão — nessas situações cada caso será analisado individualmente, pois se algum deputado se ausentou por motivo de saúde não sofrerá restrição. As medidas valerão para a eleição municipal deste ano e restringirão deputados de direcionarem verba para os candidatos que apoiam.

"Quem votou contra o fundo eleitoral é contra a medida. Portanto não pode ter o mesmo acesso aos recursos do fundo, para não ser incoerente com a postura que teve na votação", argumenta o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), um dos deputados que integram o grupo que estabeleceu os critérios que serão encaminhados à executiva nacional. Os outros parlamentares que integram a comissão do Progressistas são Ricardo Barros (PR), Dilmas Fabiano (MG) e André Fufuca (MA).

Outro partido que deve discutir se deve ou não adotar decisão semelhante é o PDT. Um deputado de destaque da sigla avalia que é "justo" punir aqueles que votaram contra o aumento do fundo eleitoral. "Caso contrário, fica muito cômodo. O cara sai no discurso dizendo que o fundo é ruim e depois vai lá pegar a sua cota"

Nesta quarta-feira (12), o DEM decidiu que deputados que votaram contra o aumento do fundo eleitoral nas eleições deste ano não terão direito à cota de indicação no fundo para apoiar seus candidatos no pleito municipal.

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