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Ministro da Justiça e Segurança Pública passará o dia em seu gabinete cuidando de despachos internos. Licença foi tirada em momento conturbado

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Pedro França/ Agência Senado
Sergio Moro voltou ao posto de ministro após uma semana de 'férias' nos EUA

Após ficar cinco dias afastado do cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro voltou ao cargo nesta segunda-feira (22). Moro passou a última semana nos Estados Unidos com a família em um momento conturbado de sua carreira política por conta dos diálogos divulgados pelo site The Intercept Brasil  , no caso conhecido como 'Vaza Jato' .

Nesta segunda, Moro passará o dia em seu gabinete cuidando de despachos internos. O  despacho publicado no Diário Oficial da União pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no último dia 8 em que ele autorizava o afastamento do ministro, pegou muita gente de surpresa, já que ele é o ministro melhor avaliado do governo, de acordo com o Datafolha .

À época do anúncio, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros , justificou que a licença do ministro da Justiça era para "reenergizar o corpo" e "prosseguir no combate" . Rêgo Barros também disse que Moro já tinha férias com a família previstas para janeiro, que foram adiadas por conta do cargo que assumiu no governo.

Apesar de o porta-voz do governo chamar o período de férias, a assessoria de Moro esclareceu que o ministro não poderia tirar férias, e que o tratava-se de uma "licença não remunerada".  Moro foi o quarto ministro do governo Bolsonaro a se afastar para tratar de assuntos particulares.

Conversas divulgadas

Há cerca de um mês o site The Intercept Brasil , em parceria com o jornal Folha de S.Paulo , a revista Veja e o jornalista Reinaldo Azevedo, tem divulgado conversas de chats privados do aplicativo Telegram em que Moro, então juiz da Operação Lava Jato , troca mensagens com procuradores da força-tarefa, como Deltan Dallagnol.

Em notas e audiências no Senado e na Câmara, o ministro nega a veracidade das mensagens e se diz vítima de ataque hacker, mesmo argumento adotado por outros citados nas reportagens. Na última divulgação, que aconteceu neste domingo (21), Dallagnol diz em mensagens que Moro protegeria Flávio Bolsonaro na investigação do caso Queiroz para não desagradar o presidente Jair Bolsonaro. Nenhum dos citados se pronunciaram até a publicação desta nota.